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Procura e caminho do crescimento espiritual

abadonian / iStock
5 jun 2017
14h58
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Ah, crescimento espiritual! Trajeto de caminhos, descaminhos, idas e retornos, voltas e avanços. Desafios discretos, sensíveis. Situações sutis e incomuns.

Como abordar o mistério da espiritualidade? Caminho, cujo traçado, indeterminado, deve ser concebido aberto – como no célebre poema de Antonio Machado: “caminhante, não há caminho, o caminho é feito ao caminhar” (verso a verso?).

Orientações mais precisas? A segurança do Evangelho? Isaías (30:21): “e os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda”. Um pouco mais perto de nossa realidade moderna? Kafka indicando, nos “Aforismos”, os perigos e vaivéns: “o caminho verdadeiro segue por sobre uma corda, que não está esticada no alto, mas se estende quase rente ao chão. Parece mais determinado a fazer tropeçar, do que a ser transitável”.

Desafio de, ao percorrê-lo, sem quedas, gradativamente construir novos olhos para observar o Universo, abrir janelas de entendimento de nós mesmos e do nosso lugar que, compreende-se então, foi alterado para sempre.

Caminho que independe da partida e da chegada. Completo e por fazer, oscila, alterna, diminui, aumenta, encolhe, expande, relativiza a distância em função da jornada, do possível aprender. Distante da compreensão cotidiana, do domínio da experiência humana, ele descarta a precisão para abrir lugar à sensibilidade.

Sobre a largura afiada da navalha, mesmo o movimento mais minúsculo, leve como um fio de cabelo, vibra em ondas de intensa propagação, muda as perspectivas, lança luzes, reordena.

Daí, no meu trabalho, a importância de facultar a cada um o escolher de caminho e caminhada. Afinal, como não há caminho (preestabelecido), todos os possíveis podem se afirmar como virtualidades a realizar, criações que os desafiam.

O longo e desafiador aprendizado: o caminho é a trajetória, não o alvo, o ponto de chegada. Como sábio explicou Mário Quintana num inspirado “Poeminho (sic.) do Contra”: “todos esses que aí estão / Atravancando meu caminho, / Eles passarão... / Eu passarinho!”

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold ou entrar em contato com ela, clique aqui .

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Fonte: Especial para Terra

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