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A única permanência é o dever de mudar, indica vidente

BrianAJackson / iStock
25 mai 2017
11h00
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Ao longo de tantos anos, trilhando pelos caminhos da espiritualidade e do misticismo, compreendi claramente que o dever de todas as coisas é mudar. As energias inerentes à sabedoria cósmica trabalham, sutilmente, silenciosamente, no sentido de uma contínua transformação. Elas se renovam, desdobram e desdobram, sempre, novamente, ciclo dinâmico.

Após atender milhares de consultas esotéricas, sei discernir que o denominador comum das demandas e aflições está relacionado à transitoriedade das coisas desse mundo. O medo e a fragilidade que nos envolve, confrontando a impermanência, é agudo e, em certas situações, paralisante.

A tarefa de espiritualização é exatamente fortalecer o suporte e auxílio para que as pessoas possam entender: essa força de mudança, impossível de ser detida, também é a responsável pela superação de todos os problemas, de todas as coisas negativas. Sabedoria é confiar com absoluta segurança na impossibilidade da eterna permanência de um conflito ou problema.

Aliás, quando o conflito se expõe, quando a dúvida se anuncia, é bom sinal. Metade do caminho já foi percorrido, o mal está diagnosticado, já se sabe o que será preciso enfrentar e como se poderá montar uma estratégia para lutar contra forças opostas.

Se o vendaval incessante da vida é carrasco que degola planos e sonhos, aspirações e projetos; esse turbilhão também realiza bom serviço: renova! Se não fosse assim nossa existência estaria perdida no vazio da eternidade, as coisas não seriam mais do que perfeições absolutas, imutáveis.

O processo de espiritualização, como todos os processos materiais e imateriais da dimensão cósmica na qual vivemos, depende dessa característica universal: nada pode permanecer para sempre, mesmo as coisas mais preciosas e douradas se desdobrarão entropicamente, se transmutarão em outras realidades, rumarão para seu desaparecimento e ressurgimento numa outra forma.

No extremo dessa reflexão está a sempre presente e poderosa questão metafísica da morte. O espiritualista, ciente dessas verdades profundas, não acredita nessa morte comum, que tanto nos apavora. É de inteligência espiritualizada compreender que não há a morte. Todas as coisas acabarão diferentes ao refazer o ciclo das coisas.

O marinheiro afogado esquece o grito das gaivotas e o marulho das águas profundas do mar para retornar nos turbilhões furiosos nos quais tudo se perde e tudo se recria. Volta, talvez, ao jardim sob a forma de uma flor que desabrocha em setembro ou, quem sabe, como a chuva sobre as águas. E nós, ao passarmos, ouviremos outra vez sua voz percorrida pelo vento.

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold ou entrar em contato com ela, clique aqui .

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