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Entenda a distinção entre bem-estar e felicidade

Com alguma frequência eles são confundidos

2 ago 2018
09h00
atualizado às 09h55
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Com alguma frequência confundimos bem-estar e felicidade. Com razão, pois são situações que se aproximam, dividem certas afinidades, vizinhas, aparentadas, dois lados da mesma moeda — como se diz! —, impossível separar.

Bem-estar e felicidade
Bem-estar e felicidade
Foto: Capuski / iStock

Engano pensar se tratar exatamente da mesma coisa. Distinções importantes devem ser indicadas, separações que auxiliam enxergar com maior nitidez os contornos e singularidades de cada uma dessas realidades desafiadoras para o Ser Humano.

Coloquemos as coisas no lugar: quando se fala de bem-estar, estamos nos domínios das necessidades de sobrevivência, das realizações materiais. Os monetaristas adoram essa palavra. A venda de geladeiras ou garrafas de vinho pode ser quantificada, mensurada e acaba derivando para o PIB (Produto Interno Bruto), pouco significativo para os mortais, mas importantíssimo para os banqueiros e financistas.

Por sua vez, a felicidade se relaciona a outro tipo de satisfação, uma auto-realização que transcende a posse de qualquer objeto ou bem de consumo. Daí a aparentemente contraditória e paradoxal descoberta de um imenso time de economistas: o aumento da riqueza não puxa o da felicidade. A fortuna é cega.

Uma bolsa incrível, um relógio exuberante, um telefone celular último tipo; tudo isso é lindo, indica poder e dinheiro, realiza desejos quantitativos, mas não funciona como fator determinante para a felicidade. Afinal, não se pode calcular quanto ela custa.

Felicidade é questão qualitativa. Amor, amizade, introspecção, convivência, descobertas... atividades e relacionamentos férteis, coisas que não custam nada, que justificam, celebram e trazem sentido para a vida, fazendo dela um exercício renovado de esplendores.

Pouco se interessa a espiritualidade por uma Ferrari, mas muito por esses aspectos anteriores. Ela enxerga as posses materiais como continhas coloridas dentro de um caleidoscópio. Refletidas no espaço espelhado da alma, podem criar uma miríade de possibilidades. Essa é uma outra conversa. Fica para uma próxima.

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold ou entrar em contato com ela, clique aqui.

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Fonte: Marina Gold

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