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Os animais veem espíritos? Saiba se isso é possível

Entenda o que a Doutrina Espírita revela sobre os bichos enxergarem o que os nossos olhos não veem

11 set 2021 22h05
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Entenda o que a Doutrina Espírita revela sobre os bichos enxergarem o que os nossos olhos não veem - Shutterstock.
Entenda o que a Doutrina Espírita revela sobre os bichos enxergarem o que os nossos olhos não veem - Shutterstock.
Foto: João Bidu

Na Doutrina Espírita, muitos são os casos que relatam sobre a possibilidade dos animais presenciarem espíritos e até mesmo de se comunicarem com eles. Mas, como saber se esses relatos não são meros mitos? Será que os animais possuem essa capacidade de médiuns? Será que os animais veem espíritos?

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Antes de responder essas questões é importante, primeiramente, entender a função de um médium dentro dos preceitos espíritas. Em O livro dos Médiuns, sob orientação de Kardec, o espírito Erasto, durante reunião ocorrida na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, declara que é considerado médium todo indivíduo que faz a intermediação entre os espíritos e os homens, visando a sua intercomunicação. Erasto, contudo, enfatiza que esse contato só pode ser feito de semelhantes para semelhantes e com a presença de um médium. "Há um princípio que, estou certo, todos os espíritas admitem, é que os semelhantes atuam com seus semelhantes e como seus semelhantes. Ora, quais são os semelhantes dos espíritos, senão os espíritos, encarnados ou não?". 

Semana do cliente
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Foto: João Bidu

Com isso, Erasto justifica que essa comunicação pode ocorrer, porque os homens nada mais são que espíritos encarnados. "O vosso perispírito e o nosso procedem do mesmo meio, são de natureza idêntica, são, numa palavra, semelhantes. Possuem uma propriedade de assimilação mais ou menos desenvolvida, de magnetização mais ou menos vigorosa, que nos permite a nós, espíritos desencarnados e encarnados, pormo-nos muito pronta e facilmente em comunicação".

Mas afinal, os bichos veem espíritos?

Sobre a possibilidade de animais presenciarem espíritos, Erasto comenta: "É certo que os espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis aos animais e, muitas vezes, o terror súbito que eles denotam, sem que lhe percebais a causa, é determinado pela visão de um ou de muitos espíritos, mal-intencionados com relação aos indivíduos presentes, ou com relação aos donos dos animais".

O escritor Herculano Pires, no livro Mediunidade - Vida e Comunicação, também menciona que algumas pesquisas parapsicológicas atuais comprovam essa percepção que os animais têm em identificar essas presenças espirituais.

Sobre o modo como os bichos podem recepcionar essas visões, Ernesto Bozzano, no livro Animaux et Manifestations Metaphychiques (Animais e Manifestações Mediúnicas), comenta que alguns animais podem perceber os espíritos, sem necessariamente enxergá-los. Mas é importante esclarecer que essa sensação é justificada pelos sentidos típicos de cada raça e, portanto, não tem relação com um tipo específico de mediunidade.

Os animais têm mediunidade?

Ainda que os bichos notem presenças espirituais, isso não significa que possam estabelecer uma comunicação com eles. Uma série de fatores justifica essa impossibilidade, entre eles está a necessidade da união de fluidos similares para que a intercomunicação ocorra, justificativa essa reforçada pelo espírito Erasto em O Livro dos Médiuns: "não mediunizamos diretamente, nem os animais, nem a matéria inerte. É-nos sempre necessário o concurso consciente, ou inconsciente, de um médium humano, porque precisamos da união de fluidos similares, o que não achamos nem nos animais, nem na matéria bruta".

Outro fator que impossibilita a comunicação entre os bichos e os espíritos é que, segundo o que Erasto menciona, o cérebro deles não possui elementos necessários para dar forma ao pensamento. E mesmo que os animais domesticados possam compreender nossos pensamentos, eles não conseguem reproduzi-los para nossa linguagem. Assim, Erasto resume: "os fatos mediúnicos não podem dar-se sem o concurso consciente, ou inconsciente, dos médiuns; e somente entre os encarnados, espíritos como nós, que podem nos servir de médiuns".

O escritor Herculano Pires também aborda essa questão em seu livro Mediunidade - Vida e Comunicação e assim conclui: "O animal só terá condições para a mediunidade ao atingir a síntese dos poderes dispersos nas espécies de seu reino para elevar-se ao plano humano. Mas, então, não será animal, será homem". 

Relatos

Alguns relatos que testemunham a percepção animal diante de espíritos foram reunidos no livro Os animais têm alma?, do professor e pesquisador Ernesto Bozzano.

Um dos casos presentes no livro é o seguinte: "Uma jovem dama, pertencente à minha paróquia de Boston, estava, em certa tarde de domingo, sentada no banco do seu piano, tocando, e não pensando em nada. Nenhum dos membros da família se achava na casa, nem mesmo criados. Um cãozinho, muito querido pela referida senhora, estava deitado numa cadeira, a alguns passos. Estando sentada frente ao piano, dava as costas à porta que abria para o salão. De repente, sua atenção foi atraída pela atitude do animal que se tinha levantado, com o pelo eriçado no dorso, e começara a rosnar surdamente, olhando para a porta. A moça virou-se logo e percebeu as silhuetas vagas de três formas humanas que se achavam no outro quarto, perto da porta dando para o salão. Antes que as formas desaparecessem, pareceu-lhe reconhecer uma delas. Nesse meio tempo, o terror do cão tinha aumentado a tal ponto que fora se ocultar debaixo do sofá, de onde não se decidiu a sair senão depois de insistentes chamados de sua dona. A importância deste episódio está em que prova que se tratava de alguma coisa que fora percebido pelo animal antes que a sua dona, isto é, excluindo toda forma de sugestão relacionada com uma origem humana. Da mesma maneira, relativamente a este fato, é fácil observar que, se o cãozinho se levantou de um pulo, rosnando surdamente e olhando para a porta, para correr em seguida a se refugiar debaixo de um móvel, tudo isto mostra claramente que ele teve a visão de algo fantasmagórico capaz de o espantar, tal como acontece muitas vezes nos casos desta espécie. O caso é tanto mais notável porque os cães têm o instinto de ficarem irritados e de rosnarem à vista de um intruso em carne e osso, mas não o de terem medo e se esconderem".

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João Bidu
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