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NASA criou o 13° signo do Zodíaco? Fake! Entenda a explicação

Entenda o motivo para não ter ocorrido a mudança dos signos

17 jul 2020
18h05
atualizado às 18h35
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Não haverá nenhuma mudança na ordem dos signos - Crédito: WikiImages/Pixabay
Não haverá nenhuma mudança na ordem dos signos - Crédito: WikiImages/Pixabay
Foto: João Bidu

A história do 13º signo no Zodíaco causou uma grande confusão, com uma suposta alteração na ordem dos 12 elementos. E não é para menos; imagine como seria, de repente, mudar de signo? Todo o autoconhecimento que você trabalhou seria em vão!

Porém, toda essa teoria não passa de um grande engano e a própria NASA já esclareceu a história para acabar com as dúvidas que continuam no ar. Portanto, confira como todo o reboliço começou e o que é o tal 13º signo que chamou a atenção das pessoas.

A constelação do 13º signo

A NASA explicou que a Ophiuchus - que todos acreditavam ser um novo signo criado pela agência - na verdade é uma constelação muito antiga. Então, não houve e não haverá nenhuma mudança na ordem tradicional do Zodíaco.

O porta-voz da agência espacial, Dwayne Brown, em entrevista ao Gizmodo, afirmou que "a NASA estuda astronomia, não astrologia", em 2016. Sim, já faz alguns anos, mas a história sempre ganha força novamente e, por isso, a NASA publicou, nesta sexta-feira (17.07), em sua conta oficial no Twitter, a mensagem "Vemos os comentários de vocês sobre uma história do Zodíaco que ressurge a cada poucos anos. Não, nós não mudamos o Zodíaco". 

É importante lembrar que, por mais que a Astrologia tenha nascido com base na Astronomia, elas são áreas totalmente diferentes. A Astrologia não tem a pretensão de ser ciência, mas sim um estudo ligado à espiritualidade e autoconhecimento.

O tuíte da agência ainda completa que o 13º elemento, chamado de Ophiuchus ou Serpentário, sempre existiu. Contudo, os babilônios - que inventaram a leitura a partir dos 12 símbolos - optaram por ignorá-lo. Então, o que a NASA fez foi apenas um cálculo exato sobre as constelações para constatar a presença da que estava esquecida.

A constelação Ophiuchus, também chamada de Serpentário, já era conhecida desde a antiguidade, mas nunca foi considerada pelos babilônios porque estava muito longe da eclíptica - o grande círculo imaginário na esfera celeste na qual o Sol parece se mover ao longo de um ano.

Os signos que conhecemos são parte do calendário de 12 meses dos babilônios, criado há milênios. Eles dividiram dessa forma para que houvesse exatamente um signo para cada mês, com a mesma quantidade de tempo; porém essa divisão não é exata. Esse fato explica o motivo de um único mês ser compartilhado por dois signos. 

As constelações têm tamanhos diferentes, mas, para a Astrologia, todas ocupam 30 graus no Zodíaco, com o conceito de que a Terra está parada e os planetas giram em torno dela. Ou seja, nos estudos astrológicos, a Terra é vista como centro do Universo, recebendo influência do Sol, da Lua e dos demais astros e planetas.

O tempo passou e não houve nenhuma alteração no Zodíaco, mas no céu sim. Contudo, já que a divisão dos signos nunca foi exata, eles não sofreram modificações com o passar das épocas.

É possível que, com o tempo, apareçam astrólogos usando os conceitos da Astronomia e, então, contemplando os novos períodos dos signos, bem como a constelação Ophiuchus. Mesmo assim, a Astrologia tradicional vai continuar utilizando os mesmos signos e períodos que sempre usou. Afinal, eles não são constelações, mas símbolos com suas energias próprias que usamos para fazer previsões ou definir características das pessoas.

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João Bidu
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