Mãe, criatura mágica
"Que criatura mágica, mítica é esta chamada mãe? Existe certo mistério a respeito do qual os homens nada sabem e que as mulheres deveriam saber alguma coisa.
» Saiba a personalidade da sua mãe pela da análise das vogais
Como pode o homem saber o que é a vida de uma mulher?
A vida da mulher é muito diferente da vida de um homem. Deus ordenou para que assim fosse.
O homem é o mesmo, desde o momento do seu nascimento até o momento em que morre. Ele é sempre o mesmo, antes ou depois de unir-se a uma mulher pela primeira vez.
Mas o dia em que uma mulher experimenta o primeiro amor, ela se parte em duas. Neste dia, torna-se outra mulher. O homem permanece o mesmo depois do primeiro amor.
A mulher transforma-se e isto continua acontecendo à vida toda. O homem passa a noite com uma mulher e vai embora. Sua vida e seu coração permanecem os mesmos.
Então, a mágica acontece e ela pode conceber. Como mãe, é uma pessoa diferente da mulher que não tem filhos. Carrega o fruto da noite por nove meses em seu corpo.
Alguma coisa cresce. Em sua vida, também vai crescer algo que nunca mais a deixará.
Ela é mãe e continua sendo mãe, apesar de todas as adversidades; isto porque uma vez carregou a criança debaixo do seu coração.
Tudo isso o homem desconhece; ele não sabe de nada. Não conhece a diferença que há antes do amor e depois do amor, antes da maternidade e depois da maternidade. Ele não pode saber de nada.
Apenas uma mãe pode saber e falar sobre isso. É por isso que não podemos aceitar que nossos companheiros, namorados, maridos nos digam o que fazer.
Uma mulher que é mãe só pode fazer uma coisa: respeitar a si mesma, mantendo-se decente, agindo com a conformidade da sua natureza.
Antes de cada relacionamento amoroso, ela é virgem e depois pode tornar-se mãe.
É assim, que se percebe na mulher, a amante, a esposa a mãe ou não."
Este é um relato do século XVIII de uma nobre mãe muito simples da Abissínia, que foi documentado pelo etnólogo Leo Frobenius em suas pesquisas e citado por Carl Kerényi no ensaio Kore. De uma sutileza ímpar, foi exaltado como uma espécie de poema para enaltecer as mulheres e mães.
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