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Força, é jogo sério!

11 ago 2019
09h00
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Noto aqui e ali, alguns rapazes ou até mesmo homens maduros abraçam a paternidade como se fosse numa diversão, brincadeira agradável, um jogo de pingue pongue. Hum, mas de verdade é jogo de dimensões maiores, tênis: disputado, corrido, no qual é preciso suar para valer.  

São muitos pais que escolhem empunhar a raquete pequena e emborrachada, rebater a bolinha leve do pequeno esforço. O que eles despertam? Pena. Não falo de uma pena que me mobilize no nível pessoal, nesse nível sinto angústia mesmo. A pena, coisa de outra natureza e bastante mais encrencada, é sentida pela profissional dos mistérios esotéricos que sou, alguém que lida há anos e anos com carmas amarrados e confusos, desordens vindas de vidas passadas e todo tipo de conflito de ordem espiritual. 

É como um jogo de tenis: disputado e corrido
É como um jogo de tenis: disputado e corrido
Foto: gilaxia / iStock

Na outra ponta, também representando um problema – de outro tipo, mas igualmente problema –, o pai pesado demais. Esses não percebem que a partida precisa de intervalos, que o ritmo deve ser cadenciado para o atleta não se esfalfar e desmaiar no centro da quadra ensolarada. Não aceitam que alguns saques fiquem na rede, que algumas rebatidas caiam além da linha. Nesse contexto o que atrapalha é justamente o excesso; não a omissão, mas um empenho extremo que também é desequilíbrio. 

Da mesma forma, corriqueiramente, encontro esses pais transbordantes e exagerados na minha prática profissional. O contato com eles, diferente daquele que gera pena, me deixa preocupada. São pessoas de imenso coração, amorosas, repletas de méritos e, muitas vezes, por errarem um tiquinho na dose, podem se envolver em situações devastadoras. 

Nesse dia dos pais quero lembrar que, se você é pai, foi merecido. Uma homenagem especial para você. Forças e influências bastante poderosas giraram a roda do destino a seu favor. Pense na sua sorte e oportunidade, em quanto trabalho espiritual ganha validade quando você realiza a tarefa de transmitir adiante a centelha sagrada da vida.

Isso é fundamental. Tudo mais é carma enrodilhado e compartilhado com o mundo. Vitórias e perdas, sortes e revezes, acidentes felizes ou infelizes, seja lá o que for recua para segundo plano diante da grandeza dessa missão. Procure a mais equilibrada forma de cumpri-la, sem escorregar para a falta ou para o exagero. 

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold ou entrar em contato com ela, clique aqui.

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Fonte: Marina Gold
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