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Passamos a vida inteira abaixando a tampa do vaso sanitário por questões de higiene, mas a ciência diz: não é suficiente

Bactérias nas fezes são mais difíceis de controlar do que imaginamos

7 fev 2026 - 10h44
(atualizado às 12h26)
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Foto: Xataka

A cada descarga, uma pequena "sinalização" invisível se forma no banheiro. Não é exagero: a ciência chama isso de pluma de descarga, um fenômeno no qual são lançadas milhares de partículas microscópicas no ar, carregadas com tudo o que você despejou no vaso.

Por anos, foi bem simples combater o cenário: abaixe a tampa antes de dar descarga. No entanto, pesquisas recentes sugerem que esse gesto, embora útil, não é a proteção definitiva que pensávamos ser.

Vulcão microscópico

Quando a água entra na privada com força para limpar os resíduos que depositamos, o impacto gera bioaerossóis. Essas gotículas são tão leves que podem permanecer suspensas no ar por minutos ou até horas, algo que pode ser bastante perigoso para quem tem baixa imunidade.

De acordo com as revisões científicas realizadas, as nuvens invisíveis de que falamos são verdadeiros coquetéis com inúmeros agentes biológicos. Bactérias como Escherichia coli, Salmonella, Shigella e Clostridium foram encontradas nelas. Isso se torna ainda mais alarmante quando consideramos que em um único grama de fezes podem existir até 1.000.000.000.000 (um trilhão) partículas virais.

Isso é algo que se intensifica em banheiros públicos, como demonstrado em estudos científicos, que revelam que bactérias não são encontradas apenas perto do vaso sanitário, mas também nos pisos e pias, confirmando que a poluição não fica estagnada no ar.

O mito da tampa

A priori, abaixar a tampa deveria ser uma solução infalível para impedir a saída de bactérias,...

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