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Salvar a camada de ozônio teve um preço: uma chuva química invisível agora cai sobre todo o planeta

Quando a solução se torna um problema

7 fev 2026 - 13h35
(atualizado em 7/2/2026 às 12h26)
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Foto: Xataka

As substâncias químicas introduzidas para proteger a camada de ozônio estão provocando uma consequência ambiental inesperada e preocupante. Um estudo liderado pela Universidade de Lancaster, publicado no periódico Geophysical Research Letters em fevereiro de 2026, revela que os substitutos dos antigos CFCs são agora a principal fonte global de um poluente persistente: o ácido trifluoroacético (TFA).

Essa substância, que se infiltra na água, no solo e até no gelo de regiões remotas como o Ártico, é conhecida como um "químico eterno". Isso ocorre porque o TFA resiste à decomposição natural, permanecendo no meio ambiente por períodos extremamente longos após ser depositado pela chuva ou pelo ar.

O acúmulo invisível de décadas

A pesquisa estima que, entre os anos 2000 e 2022, aproximadamente 335.500 toneladas de TFA foram depositadas na superfície da Terra. Esse poluente é resultado da decomposição de gases usados em sistemas de refrigeração e também de certos anestésicos inalatórios.

Mesmo com os esforços internacionais para reduzir o uso desses gases, a poluição continua a aumentar. O problema reside na longa vida útil desses componentes, que permanecem na atmosfera por décadas antes de se transformarem no ácido que chega ao solo. Os cientistas preveem que o pico dessa produção anual de poluentes pode ocorrer em qualquer momento entre agora e o ano 2100.

Riscos para a saúde e o ecossistema

Embora os níveis atuais em algumas regiões ainda sejam considerados abaixo dos limites de ...

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