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Estava escondido à vista de todos: James Webb finalmente mapeia o mapa de matéria escura que a ciência buscava há décadas

Telescópio mapeou cerca de 800.000 galáxias

2 fev 2026 - 14h43
(atualizado às 15h22)
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Foto: Xataka

Em um feito que redefine nossa compreensão do cosmos, o Telescópio Espacial James Webb (JWST) produziu o mapa de matéria escura com a maior resolução já criado. O estudo, publicado na Nature Astronomy em 26 de janeiro de 2026, mapeou cerca de 800.000 galáxias para revelar os filamentos invisíveis que sustentam a estrutura do universo.

A matéria escura não emite, reflete ou absorve luz, sendo detectável apenas por sua influência gravitacional. Ela funciona como o "esqueleto" do universo: sem sua força de atração, galáxias como a nossa Via Láctea simplesmente se despedaçariam.

Como o Webb "enxerga" o que é invisível?

Para mapear o indetetável, os astrônomos utilizaram uma técnica chamada lente gravitacional fraca. Funciona como olhar através de um vidro ondulado.

A gravidade da matéria escura é tão poderosa que curva a luz de galáxias distantes que estão atrás dela. Essas galáxias de fundo aparecem levemente esticadas ou curvadas.

Ao calcular a intensidade dessa distorção, os cientistas conseguem determinar exatamente onde a matéria escura está concentrada.

Diferente do Hubble, o Webb usa luz infravermelha para penetrar mais fundo no tempo, revelando galáxias que se formaram há bilhões de anos, logo após o Big Bang.

O berço das galáxias

Os dados revelam a existência de uma "teia cósmica" — filamentos interconectados de matéria escura. Os cientistas observaram que as galáxias se alinham ao longo desses filamentos como contas em um colar.

Onde a matéria escura se aglomera, a matéria ...

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