Morte de Célio ressalta um problema de ‘Três Graças’ e transforma Arminda na nova Nazaré
Personagem aparecia em cenas repetitivas e seu corte no roteiro faz bem para o desenvolvimento da vilã
Encostado, chantagista e assediador, Célio desviveu, como se diz nas redes sociais. Uma morte necessária por diferentes motivos.
O primeiro é livrar o ótimo ator Otávio Muller de um personagem interessante em um núcleo ruim. Aquela família amontoada nunca funcionou como elemento cômico, apesar de tantos talentos reunidos. A esta altura da novela, dificilmente haverá como salvá-la.
O fim trágico também produz o necessário desenvolvimento dramatúrgico de Arminda (Grazi Massafera). Ela estava presa à imagem de vilã engraçada produtora de memes. Era necessário transformá-la em assassina para reforçar sua função na trama.
Ao usar a sedução para atrair Célio e empurrá-lo escada abaixo, a malvada se iguala a Nazaré Tedesco (Renata Sorrah), lendária antagonista de ‘Senhora do Destino’, também da autoria de Aguinaldo Silva.
Os próximos passos da Dona Cobra serão atentar contra a vida da rival Zenilda (Andreia Horta) e da ‘nora’ Joelly (Alana Cabral), consolidando o afloramento de seu instinto homicida. Esse clima de ‘thriller’ fará bem a ‘Três Graças’, que, às vezes, parece estagnada.