Tempestade solar atingirá a Terra após megaerupção no Sol, alerta a Nasa
Explosões na estrela podem afetar as comunicações por rádio, as redes de energia elétrica e os sinais de navegação, mas não trazem riscos às formas de vida no planeta
Uma série de erupções ocorre no Sol desde o último domingo, 1º, gerando uma tempestade de partículas que atingirá a Terra e outras regiões do sistema solar, informou a Nasa na terça-feira, 3.
As erupções solares são poderosas explosões de energia. Elas podem afetar as comunicações por rádio, as redes de energia elétrica, os sinais de navegação e representar riscos para as naves espaciais e os astronautas.
As explosões ocorrem na região do Sol identificada como 4366, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA na sigla em inglês). Ao menos cinco foram registradas desde o domingo na classe X, a mais forte.
A mais poderosa ocorreu na segunda-feira, 2, e espalhou material e energia solar, parte dos quais atingirá a Terra. Quando vem na direção do nosso planeta, uma tempestade solar pode criar uma grande perturbação no campo magnético terrestre, chamada tempestade geomagnética, que pode produzir efeitos como apagões de rádio, quedas de energia e belas auroras boreais ou austrais.
O site da Nasa ressalta, no entanto, que as tempestades não causam danos diretos aos seres humanos e outras formas de vida na Terra, pois o campo magnético e a atmosfera do planeta nos protegem do pior dessas tempestades. Contudo, podem gerar riscos a astronautas que estejam em órbita, sem contar com essa proteção.
Por que tempestades solares ocorrem?
De acordo com a Nasa, o Sol cria uma confusão emaranhada de campos magnéticos — como se fossem cabelos bagunçados. Esses campos magnéticos ficam distorcidos à medida que o Sol gira, com o centro do planeta girando mais rápido do que os seus polos.
As tempestades solares geralmente começam quando esses campos magnéticos no Sol ficam tão contorcidos e esticados que se rompem e se reconectam (em um processo chamado reconexão magnética), liberando grandes quantidades de energia. Esse ciclo dura, em média, 11 anos.