Costumávamos pensar que o centro da Via Láctea era um buraco negro gigante; a matemática mudou essa ideia
O que pensávamos ser o centro da Via Láctea mudou radicalmente
A ciência avança, e isso também significa reescrever o que acreditávamos ser "verdade absoluta" em diferentes áreas do conhecimento. Por exemplo, durante décadas, o consenso científico foi inabalável em apontar para um imenso buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, a cerca de 27.000 anos-luz da Terra. Mas agora isso não é tão claro graças a um novo estudo que "enxergou" algo ainda mais interessante nessa localização.
Quebrando as regras
Um estudo publicado este ano propôs que o "monstro" que governa nossa galáxia não é um buraco negro, mas um núcleo ultradenso de matéria escura. Um objeto compacto de quase quatro milhões de massas solares que, a priori, seria composto inteiramente de matéria escura fermiônica.
Como eles sabem disso?
Para sustentar essa afirmação ousada, os pesquisadores usaram o modelo RAR. Isso é muito importante porque, ao contrário da teoria clássica, que separa o buraco negro central do halo de matéria escura que envolve a galáxia, essa nova abordagem unifica ambos os conceitos em um só.
Dessa forma, propõe-se que as partículas de matéria escura estejam altamente concentradas no centro galáctico, formando um núcleo compacto e massivo, enquanto nas regiões externas elas se diluem, formando o conhecido e extenso halo escuro.
A grande questão
Se não é um buraco negro, por que "parece" um? E é uma pergunta natural que surge, especialmente após 2022, quando o Telescópio do Horizonte de Eventos (EHT) nos deu a primeira "fotografia" de Sgr A*, mostrando um ...
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