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Em 536 um nevoeiro inexplicável bloqueou o sol e mergulhou o planeta no ano mais sombrio e assustador da história da humanidade

Névoa reduziu a luz solar, derrubou temperaturas e desencadeou fome, colapso agrícola e uma crise global prolongada

27 mar 2026 - 17h48
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Foto: Xataka

O ano de 536 d.C. marcou o início de um dos períodos mais extremos que o mudo já viveu. De acordo com um estudo liderado pelo historiador Michael McCormick, publicado na revista Science, uma densa névoa cobriu grandes regiões da Europa, do Oriente Médio e da Ásia por aproximadamente 18 meses. Esse fenômeno reduziu significativamente a luz solar, derrubou as temperaturas em até 2,5 °C e desencadeou uma série de eventos que resultaram em fome generalizada, colapso agrícola e uma das décadas mais frias dos últimos 2.300 anos.

Durante esse período, registros indicam neve no verão em partes da China e colheitas fracassadas em diferentes regiões do hemisfério norte. A combinação de frio extremo, escassez de alimentos e instabilidade social transformou o ano de 536 no ponto de partida de uma crise prolongada que se estenderia até 640.

Análise de gelo revela origem do fenômeno e aponta para vulcão no Atlântico Norte

Eventos extremos do passado costumam despertar fascínio, seja pelo impacto que causaram ou pela possibilidade de algo semelhante acontecer novamente. O interesse pelo ano histórico de 536 também não escapa dessa, especialmente porque, durante muitos anos, ninguém soube explicar a causa desse período atípico. 

A origem dessa escuridão prolongada só começou a ser esclarecida recentemente, a partir da análise de núcleos de gelo extraídos dos Alpes, na Suíça. Em um trabalho conduzido também pelo climatologista Paul Mayewski, cientistas utilizaram técnicas de alta precisão ...

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