Os astrônomos têm absoluta certeza de que existe vida extraterrestre — mas vamos demorar 1.500 anos para encontrá-la
Em vez de apenas procurar sinais de rádio, cientistas querem diversificar métodos de busca
Já estamos há quase um século enviando sinais para o cosmos por meio de transmissões de rádio de alta potência e também com radares militares espalhados pelo planeta. Pouco a pouco, a humanidade foi criando uma "bolha" eletromagnética que se expande na velocidade da luz, mas, para o azar de alguns, ainda não recebemos uma resposta para todos esses sinais — desse jeito, fica fácil pensar que não há outros seres vivos no Universo além de nós.
A questão aqui não é se entraremos em contato com inteligência extraterrestre, mas quando. E nisso a comunidade científica é bastante otimista, já que a comunidade astronômica não se baseia em avistamentos de OVNIs, mas em pura estatística. Instituições como a SETI Institute estão há décadas escaneando o céu e, embora ainda não haja evidências de interferência ou sinais de origem artificial, a convicção de que não estamos sozinhos é mais forte do que nunca.
Para entender por que os cientistas têm tanta certeza disso, primeiro é preciso olhar para a escala do problema na nossa Via Láctea, que possui 100 mil anos-luz de diâmetro. Esse número monstruoso contrasta com nossa bolha de rádio, que mal alcança 100 anos-luz — então, em escala galáctica, ainda nem atravessamos a rua.
É aqui que entra em cena o famoso Paradoxo de Fermi, que aponta que, se o universo é tão vasto e antigo, deveria haver alguém por aí, e foi por isso que a pergunta feita por esse pesquisador entrou para a história: "onde está todo mundo?".
A resposta mais apoiada pela ...
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