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Ciência

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Experimento de Oxford leva o "gato de Schrödinger" a um novo nível e intriga cientistas

Novo estado quântico inspirado no gato de Schrödinger promete computadores quânticos mais estáveis e revela mistérios da mecânica quântica

16 jun 2026 - 20h01
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Um grupo de físicos da Universidade de Oxford apresentou, em 2026, um novo tipo de estado quântico. A equipe se inspirou no famoso experimento mental do gato de Schrödinger. O resultado trouxe uma forma inédita de combinar estados quânticos em sistemas já altamente controlados.

O trabalho ganhou destaque em revistas científicas internacionais. Pesquisadores de outros países passaram a analisar o estudo com atenção. Afinal, a descoberta pode orientar tecnologias quânticas mais estáveis e também ajudar a esclarecer pontos abertos da mecânica quântica.

gato de Schrödinger – depositphotos.com / NutkinsJ
gato de Schrödinger – depositphotos.com / NutkinsJ
Foto: Giro 10

O que é o novo estado quântico criado em Oxford?

O experimento de Schrödinger descreve um gato que permanece vivo e morto ao mesmo tempo. O exemplo ilustra o princípio de superposição na mecânica quântica. Com base nessa ideia, a equipe de Oxford construiu um estado que mistura duas condições opostas em um único sistema físico.

No laboratório, os cientistas não usaram um gato real. Eles recorreram a partículas e circuitos que já exibem comportamento quântico intenso. Esses sistemas entram em superposição com mais facilidade que objetos do mundo cotidiano. Assim, a equipe criou algo análogo ao "gato" em escala microscópica.

Os pesquisadores prepararam um conjunto de estados bem definidos e, em seguida, os fizeram coexistir. Cada parte do sistema assumiu propriedades diferentes. Porém, o conjunto inteiro permaneceu ligado por correlações quânticas fortes. Esse padrão formou o novo tipo de estado inspirado no experimento mental clássico.

Estado quântico de gato de Schrödinger: como isso funciona na prática?

Na prática, o grupo usou plataformas já conhecidas na pesquisa quântica. Em vários casos, essas plataformas envolvem fótons, íons presos ou circuitos supercondutores. Esses dispositivos costumam operar perto do zero absoluto de temperatura. Dessa forma, os pesquisadores reduzem interferências do ambiente.

Os cientistas aplicaram pulsos de controle precisos nesses sistemas. Esses pulsos conduziram as partículas a caminhos diferentes ao mesmo tempo. Em seguida, a equipe juntou os caminhos de novo. O processo criou estados "de gato" que reúnem duas realidades possíveis em uma única descrição matemática.

Para verificar o resultado, os físicos mediram o sistema em vários momentos. Cada medição revelou padrões que não surgem em objetos clássicos. Esses padrões indicaram interferência entre as duas partes do estado. Portanto, o sistema exibiu características típicas do paradoxo do gato, mas em arranjos físicos concretos.

Quais sistemas já altamente quânticos entram nesse avanço?

O estudo aproveita plataformas que já atingem regimes fortemente quânticos. Três famílias de sistemas se destacam hoje em laboratórios ao redor do mundo:

  • Qubits supercondutores, integrados em chips criogênicos.
  • Íons aprisionados, suspensos por campos eletromagnéticos.
  • Fótons em cavidades ópticas, guiados por espelhos de alta qualidade.

Esses dispositivos permitem controlar estados quânticos com grande precisão. Além disso, os cientistas conseguem ajustar interações entre as partes do sistema. Com isso, eles moldam superposições e criam estados de "gato" com diferentes tamanhos e geometrias.

A equipe de Oxford explorou justamente essa capacidade de engenharia. O grupo combinou técnicas de resfriamento, controle de fase e medição repetida. Essa combinação manteve a coerência quântica por mais tempo. Assim, o novo estado permaneceu estável o suficiente para estudos detalhados.

Como esse estado pode tornar computadores quânticos mais estáveis?

Computadores quânticos dependem de qubits em superposição. Porém, esses qubits sofrem decoerência devido ao ambiente. Pequenos ruídos térmicos, campos externos e vibrações provocam perdas de informação. Portanto, a estabilidade dos estados quânticos define o desempenho dos processadores.

O novo estado de "gato" atua como um recurso para códigos de correção de erros. Estados desse tipo espalham a informação quântica em muitas partes do sistema. Assim, falhas locais afetam apenas frações do estado global. Com isso, algoritmos de correção conseguem detectar e tratar erros com mais eficiência.

Vários grupos já estudam códigos de gato em arquiteturas supercondutoras. A descoberta de Oxford amplia esse repertório e indica novas rotas de implementação. Em termos práticos, esse avanço pode reduzir a quantidade de qubits extras dedicados a proteção de dados. Dessa forma, os projetos de computadores quânticos podem ganhar escala de maneira mais viável.

Oxford – depositphotos.com / fenlio
Oxford – depositphotos.com / fenlio
Foto: Giro 10

Que impacto essa descoberta traz para a compreensão da mecânica quântica?

O paradoxo do gato sempre levantou questões sobre realidade e medição. Ao criar estados de gato em laboratório, os físicos testam essas questões com experimentos. Cada novo tipo de estado produzível amplia esse campo de teste. Assim, os cientistas examinam limites entre o mundo quântico e o mundo clássico.

O trabalho da Universidade de Oxford oferece uma ferramenta adicional para essas investigações. Pesquisadores agora podem variar o tamanho e a complexidade do estado de gato de forma sistemática. Em seguida, eles observam em que ponto a superposição perde coerência. Esse tipo de estudo ajuda a mapear o papel do ambiente na transição entre escalas.

Além disso, o novo estado pode servir como plataforma para simular fenômenos em outros domínios. Modelos de materiais exóticos, campos quânticos e até partes de teorias de gravidade quântica podem se beneficiar. Dessa maneira, o resultado se encaixa em um esforço mais amplo. A comunidade busca unir previsões teóricas e evidências experimentais em mecânica quântica.

Quais passos a pesquisa em estados de gato deve seguir?

Os próximos passos incluem testar o novo estado em diferentes plataformas físicas. Equipes em outros países devem tentar reproduzir a técnica em laboratórios independentes. Esse processo fortalece a confiança nos resultados. Em paralelo, engenheiros de hardware quântico avaliam rotas de integração em protótipos de processadores.

  1. Ampliar o tamanho dos estados de gato gerados.
  2. Estudar a resistência desses estados a diferentes tipos de ruído.
  3. Implementar esquemas completos de correção de erros com esses recursos.
  4. Explorar aplicações em metrologia quântica de alta precisão.

Esses desdobramentos indicam que a descoberta em Oxford não se limita a um feito conceitual. O novo tipo de estado quântico dialoga com desafios centrais da tecnologia quântica atual. Ao mesmo tempo, o avanço alimenta o debate sobre como a natureza organiza a realidade em níveis microscópicos.

Giro 10
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