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Polícia

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Morte em rope jumping: o que se sabe sobre o caso da jovem que foi jogada sem corda de ponte em Limeira

Maria Eduarda Freitas caiu de altura de 40 metros sem equipamentos de segurança; seis pessoas foram presas

14 jun 2026 - 08h08
(atualizado às 08h20)
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Vídeo mostra mulher sendo lançada sem corda antes de morrer em salto de rode jump em SP:

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping em Limeira, no interior de São Paulo, levantou questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados na atividade. A jovem caiu de uma altura de cerca de 40 metros após ser lançada de uma plataforma sem estar presa à corda de segurança.

O caso ocorreu na manhã deste sábado, 13, na chamada Ponte do Esqueleto, e é investigado pela Polícia Civil. Até o momento, seis pessoas foram presas.

Quem era a vítima?

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping em Limeira, no interior de São Paulo, chocou a internet
A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping em Limeira, no interior de São Paulo, chocou a internet
Foto: Reprodução/Redes sociais

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos e morava em Jandira, na Grande São Paulo. Nas redes sociais, ela compartilhava registros de viagens, atividades ao ar livre e contato com a natureza. A jovem também informava ter formação em Educação Física e Gestão Esportiva.

Pouco antes do acidente, ela publicou imagens do local do salto e brincou sobre a atividade. Em um dos stories, escreveu: "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???".

Como aconteceu o acidente?

Mulher morre após ser jogada sem cordas durante salto de rope jump no interior de SP
Mulher morre após ser jogada sem cordas durante salto de rope jump no interior de SP
Foto: Reprodução/Instagram

Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram que os responsáveis pela atividade teriam esquecido de conectar a corda de segurança antes do salto.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda sendo conduzida por funcionários até a plataforma. Ela é lançada do local e, segundos depois, pessoas percebem o erro e gritam: "A corda" e "Gente, a corda".

De acordo com a Polícia Civil, a corda que deveria protegê-la permaneceu enrolada no chão da plataforma, o que é possível ver no vídeo.

O que é rope jumping?

O rope jumping é uma modalidade de esporte radical em que a pessoa salta de uma estrutura elevada presa a cordas e equipamentos de segurança que amortecem a queda.

Diferentemente do bungee jump tradicional, o praticante realiza um movimento semelhante ao de um pêndulo após o salto.

Quantas pessoas foram presas?

Seis pessoas chegaram a ser detidas após o acidente. Três delas permaneceram presas em flagrante.

Segundo a polícia, dois dos envolvidos chegaram a fugir do local e foram encontrados posteriormente com auxílio do helicóptero Águia.

Os três homens que aparecem no vídeo empurrando a vítima foram autuados por homicídio com dolo eventual, quando se entende que houve assunção do risco de provocar a morte.

Por que a Prefeitura quer processar o Governo Federal?

A Prefeitura de Limeira informou que pretende processar o Governo Federal por suposta omissão na fiscalização da Ponte do Esqueleto.

Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela manutenção, controle de acesso e fiscalização da área seria de órgãos federais. A prefeitura afirma que já havia solicitado providências anteriormente, mas que nenhuma medida efetiva teria sido adotada.

Ao Estadão, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), lamentou "a morte trágica de uma jovem durante atividade esportiva não autorizada na ponte do Esqueleto".

A secretaria afirmou que a ponte "pertencia a trecho não implantado do ramal da RFFSA entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de propriedades particulares" e que "a transferência patrimonial para a superintendência da SPU de São Paulo foi finalizada em março de 2026".

O órgão ainda afirmou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

O que acontece agora?

A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da morte. Testemunhas ainda serão ouvidas e os laudos periciais devem ajudar a esclarecer como ocorreu a falha que permitiu que a vítima fosse lançada sem qualquer conexão ao sistema de segurança.

Os três presos seguem à disposição da Justiça enquanto as investigações avançam.

Fonte: Portal Terra
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