Estudo chinês que "destrói" a NASA tem um problema: critica espaçonave que não existe
Crítica seria válida se o alvo fosse real
Um dos principais veículos de comunicação da China, o South China Morning Post, repercutiu um estudo revisado e publicado em março passado no periódico Chinese Space Science and Technology. Nele, uma equipe de pesquisadores chineses criticou o sistema de propulsão do módulo de pouso Artemis da NASA e elogiou o sistema projetado por seus próprios engenheiros. Com base no que este estudo revela, parece que a NASA está correndo um risco considerável com seu próximo pouso lunar. No entanto, há um detalhe que este artigo não menciona e que deixa claro que essa crítica é, em grande parte, infundada.
Ninguém considera o HLS?
De modo geral, o artigo chinês critica o módulo de pouso da NASA por usar apenas um motor para as duas manobras críticas de pouso lunar: descida e subsequente ascensão. Se esse motor falhar, não há um sistema de reserva para trazer a espaçonave Orion de volta à Terra em segurança.
Isso é verdade. Usar apenas um motor seria um grande problema, como aconteceu nas missões Apollo. Contudo, com o programa Artemis, a NASA não usará o sistema tradicional de dois estágios empregado em pousos lunares anteriores. Desta vez, a espaçonave Orion acoplará em órbita lunar com o Sistema de Pouso Humano (HLS) da SpaceX ou da Blue Origin. Nenhum desses sistemas usa apenas um motor, portanto, o problema apontado pela China não existe de fato.
Missões Apollo
As missões do programa Apollo usavam uma espaçonave de dois estágios. Um dos estágios permaneceu em órbita lunar com uma pessoa a ...
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