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'Não estou pobre. Estou muito pobre', desabafa jornalista ex-ESPN sobre vida após sair da TV

João Carlos Albuquerque, apelidado de 'Canalha', deixou a emissora em 2019

17 jun 2026 - 08h38
(atualizado às 08h52)
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Ex-apresentador de programas como o Bate-Bola e Linha de Passe na ESPN, João Carlos Albuquerque desabafou sobre sua situação financeira após a demissão da emissora esportiva da Disney. Em entrevista ao colega de profissão Cosme Rímoli, o jornalista falou sobre a dificuldade de retornar ao mercado.

"Não estou pobre. Estou muito pobre. Depois que saí da ESPN, nunca mais me deram emprego. Por quê? Porque o País está dividido", disse Albuquerque, apelidado carinhosamente de "Canalha" pelo público e pelos colegas.

Com mais de 50 anos de carreira no rádio e na televisão, o jornalista de 70 anos disse que sua propensão a comentar questões políticas e sociais, normalmente com viés progressista, criou um receio em torno de sua contratação. "Nunca mais fui chamado para trabalhar no esporte."

João Carlos Albuquerque, o "Canalha", trabalhou na ESPN entre 1995 e 2019
João Carlos Albuquerque, o "Canalha", trabalhou na ESPN entre 1995 e 2019
Foto: ESPN/Reprodução / Estadão

Na ESPN entre 1995 e 2019, Albuquerque lembrou como a emissora mudou o jornalismo esportivo ao trazer maior interação com o público e abrir espaço para comentários de seus apresentadores e comentaristas.

"Entendi que a televisão precisa de interação. Nada de o apresentador ficar horas lendo notícias. Comigo, não. Fiz questão de questionar, dar voz a quem gosta de esporte. Inclusive para me criticar, xingar. Me xingavam, mas ouviam de volta", disse ele a Rímoli.

Desde 2019, ele chegou a participar do The Voice Brasil, mas não avançou às etapas finais da competição musical. Ele vem se apresentando como cantor para completar sua renda mensal, cuja principal fonte tem sido o benefício previdenciário.

No começo de junho, ele foi contratado pela Revista Fórum para integrar a equipe que cobre a Copa do Mundo de 2026. Ele agora comanda o programa Fórum na Copa.

Estadão
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