Voo da Latam atrasa após passageiro se recusar a deixar avião mesmo com abordagem da PF
Passageiro afirmou ser “Black Signature” em referência ao programa mais alto de milhas da Latam
No último domingo, 9, um voo da Latam que já estava atrasado acabou enfrentando mais um problema antes da decolagem após um passageiro se recusar a deixar a aeronave a pedido da Polícia Federal. O episódio foi relatado pela comunicadora Jess Peixoto nas redes sociais e chamou atenção pela reação do homem, que, diante da recusa em sair da aeronave, acabou obrigando todos os passageiros a deixar o avião.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Segundo o relato, o passageiro chegou à aeronave Airbus A319 no fim do embarque e encontrou uma mulher ocupando seu assento. Ela, que viajava acompanhada da mãe idosa, teria se confundido e sentado na poltrona 5, quando seu lugar era o 6. Ao ser avisada, trocou imediatamente de assento.
A situação, porém, teria continuado por causa da bagagem. Como o passageiro havia embarcado no fim da chamada, os compartimentos superiores próximos ao seu assento já estavam ocupados. De acordo com Jess, ele começou a retirar malas de outros passageiros para acomodar as próprias bagagens, sendo advertido por uma comissária de que não poderia fazer isso.
A discussão teria aumentado de tom, levando a tripulação a acionar a Polícia Federal. Em nota, a Latam confirmou que solicitou o apoio dos agentes durante o embarque do voo LA3821, que fazia a rota Curitiba-São Paulo/Congonhas, em razão do comportamento indisciplinado do passageiro. Segundo a companhia, trata-se do procedimento previsto para essas situações, com foco na segurança e no bem-estar de clientes e colaboradores. A empresa afirmou ainda que "repudia qualquer manifestação que contrarie o respeito e a civilidade".
Passageiro se recusou a deixar aeronave
De acordo com a Polícia Federal, a tripulação informou aos agentes que o homem teria causado tumulto a bordo e se envolvido em desentendimentos com outros passageiros e integrantes da equipe da aeronave.
Diante da situação, segundo a PF, o comandante, no exercício de sua autoridade e com o objetivo de preservar a segurança da operação aérea, determinou o desembarque compulsório do passageiro. A corporação informou que prestou apoio aos procedimentos de segurança adotados pela companhia para garantir a ordem e a segurança de passageiros e tripulantes.
Ainda segundo o relato de Jess Peixoto, um agente teria pedido que o passageiro deixasse a aeronave para que a situação fosse resolvida do lado de fora. Ele, no entanto, teria se recusado. O policial teria explicado que, caso o homem não acompanhasse voluntariamente os agentes, poderia ser necessário retirar todos os passageiros do avião.
A resposta atribuída ao passageiro foi de que os demais poderiam sair, mas ele não deixaria a aeronave. Ele ainda teria mencionado ser cliente da categoria Black Signature da Latam, a mais alta da companhia, que oferece benefícios como embarque prioritário, acesso a salas VIP e franquia adicional de bagagem a clientes que atingem determinado número de pontos em viagens.
“Foi talvez a versão mais inesperada de um ‘você sabe com quem está falando?’ que eu já vi: a carteirada versão milhas aéreas”, disse Jess Peixoto.
Reação dos passageiros e atraso
A situação provocou reação dos demais passageiros. Conforme o relato de Jess, houve indignação diante da possibilidade de todo o voo ser prejudicado pela recusa de um único passageiro.
A mulher que havia ocupado o assento errado também teria ficado abalada durante a discussão e chorado, apesar de ter trocado de lugar assim que percebeu o engano.
No fim, segundo a comunicadora, todos os passageiros tiveram que deixar a aeronave. A PF informou que, após a intervenção dos agentes, o voo foi liberado para seguir ao destino. O episódio, porém, acrescentou cerca de uma hora ao atraso que já havia sido registrado antes da ocorrência.
A Polícia Federal ressaltou que o descumprimento de orientações da tripulação e condutas que comprometam a ordem e a segurança em aeroportos e aeronaves podem resultar na adoção de medidas administrativas, civis e criminais, além do impedimento de embarque ou do desembarque compulsório do passageiro envolvido.
A corporação também citou a Resolução nº 800/2026 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que entrará em vigor nos próximos meses e estabelece regras específicas para o tratamento de passageiros indisciplinados. A norma prevê sanções administrativas e restrições de embarque para condutas consideradas mais graves.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.