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Ciência

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Talvez envelhecer bem não dependa apenas do corpo: a ciência também está começando a estudar o efeito da arte e da cultura

Em meio a uma obsessão global por biohacking e rotinas antienvelhecimento, um grupo de cientistas britânicos se concentrou em algo inesperado: se emocionar, ler e se conectar com a cultura

30 mai 2026 - 12h36
(atualizado em 31/5/2026 às 09h51)
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Imagem de capa | kevin laminto no Unsplash
Imagem de capa | kevin laminto no Unsplash
Foto: Imagem de capa | kevin laminto no Unsplash / Xataka

"Ah, bastante tempo na academia. Mas exercite um pouco o cérebro também." Quando Shakira proferiu essa frase, que imediatamente se tornou um meme global graças à sua participação no programa Bizarrap, certamente não tinha a intenção de lançar as bases para uma nova hipótese científica sobre o envelhecimento.

No entanto, em meio à era do biohacking, suplementos para longevidade e rotinas de bem-estar com horários definidos, um estudo britânico recente focou justamente nisso: o cérebro, as emoções e a cultura.

Durante anos, ouvimos que o segredo para envelhecer com saúde envolve contar gramas de proteína, levantar pesos, dormir oito horas por noite, evitar picos de glicose e, claro, atingir a meta sagrada de 10 mil passos por dia.

A longevidade se tornou um coquetel de ciência, obsessão estética e uma indústria multibilionária. Contudo, uma equipe de pesquisadores do University College London (UCL) adicionou um ingrediente inesperado à mistura: visitar museus, se perder em um bom livro ou curtir um show também influencia de forma tangível a maneira como nossos corpos envelhecem.

A pesquisa, publicada na revista científica Innovation in Aging, analisou dados de 3.556 adultos britânicos com mais de 50 anos. Seguindo o exemplo do Estudo Longitudinal Inglês sobre Envelhecimento (ELSA) — um dos projetos europeus mais ambiciosos sobre o tema — os cientistas uniram dois mundos aparentemente distintos: hábitos culturais e biomarcadores físicos.

Por um lado, registraram a frequência com que ...

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