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Com 12 anos e cursando ensino fundamental, estudante é aprovado na UERJ: 'Caminho certo para o futuro'

Bernardo Manfredini fez o vestibular para saber como funciona para entrar numa faculdade, além de testar os seus conhecimentos

8 fev 2026 - 04h58
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Resumo
Bernardo Manfredini, de 12 anos, aluno do ensino fundamental, foi aprovado no vestibular da UERJ em Matemática como forma de testar seus conhecimentos, destacando sua paixão pela área e o apoio familiar no desenvolvimento educacional.
Com 12 anos, estudante é aprovado no vestibular da UERJ: 'Caminho certo para o futuro':

Com apenas 12 anos e cursando ainda o ensino fundamental, o estudante Bernardo Vinício Manfredini conquistou um feito raro para alguém da sua idade: ele foi aprovado no curso de Matemática na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

"Quando vi o resultado, fiquei muito feliz", conta Bernardo em entrevista ao Terra. "Isso significa que o conteúdo que eu estudei está me colocando no caminho certo para conseguir alguma coisa no futuro", acrescenta o aluno, que tem a Matemática como uma de suas paixões. 

A mãe dele, a professora Luzia de Fátima Manfredini, de 45 anos, rasga elogios ao filho e diz que foi gratificante ver a aprovação. "Foi muito gostoso viver esse processo com ele, o Bernardo estava feliz em fazer e que a gente podia apoiar. Ver que ele está no caminho certo, está estudando bem. Ele tem muito a aprender ainda, mas o que aprendeu, ele já conseguiu pôr em prática."

Bernardo Manfredini foi aprovado no curso de Matemática na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)
Bernardo Manfredini foi aprovado no curso de Matemática na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)
Foto: Letícia Lôpo

A ideia de fazer o vestibular da UERJ surgiu do próprio Bernardo, que tinha curiosidade em saber como funcionava um processo seletivo para entrar em uma faculdade em um curso na área de Exatas. Após verificar que era possível, Luzia inscreveu o filho para realizar a prova.

O vestibular da UERJ funciona em duas etapas:

  • Exames de Qualificação (1ª fase): com 60 questões de múltipla escolha envolvendo as áreas de Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas;
  • Exame Discursivo (2ª fase): com redação e duas provas com questões de disciplinas específicas, conforme a escolha do curso.

"No início, era só por diversão mesmo para ver como é que funcionava todo o processo, como é que eram as questões. Quando eu peguei o exame, eu vi que conseguia resolver as questões, fiz as que eu conseguia e passei para a segunda fase", recorda o adolescente. 

Já no exame discursivo, Bernardo fez provas de Matemática e Física, duas matérias que ele gosta muito. Ele afirma que resolveu as questões pensando como se estivesse em uma das olimpíadas do conhecimento, competições que o estudante já participa há alguns anos. "Física foi um pouco mais difícil, porque eu não estudei tanto como Matemática, mas eu fiz as que eu conseguia", detalha.

A mãe de Bernardo, Luzia de Fátima Manfredini, diz que foi gratificante ver a aprovação
A mãe de Bernardo, Luzia de Fátima Manfredini, diz que foi gratificante ver a aprovação
Foto: Letícia Lôpo

Embora tenha sido aprovado na instituição de ensino, a mãe conta que, desde o início, o combinado com o filho era fazer o vestibular só para testar os conhecimentos. Os pais não pretendem fazer nenhuma aceleração de série nem tentar a matrícula via Justiça.  

"A questão com ele era saber como funciona o processo. Acho que tem várias coisas envolvidas ali, a questão do psicológico para saber como será quando for a vez dele para fazer a prova, trabalhar o nervosismo, ver que as questões são diferentes do que ele vê no dia a dia, numa olimpíada mesmo ou na escola, controlar tempo e tudo, ver como é o rigor na questão de apresentar documentação, ver os concorrentes", explica Luzia.

Para Bernardo, fazer o vestibular o incentivou a querer estudar mais: "As questões de Física e Matemática que eu não consegui acertar, não conseguia fazer, eu decidi pegar depois e dei uma estudada para ter um pouco mais de conteúdo. O vestibular realmente me estimula mais nesse lugar".

Bernardo fez o vestibular apenas para testar os seus conhecimentos e conhecer o processo seletivo
Bernardo fez o vestibular apenas para testar os seus conhecimentos e conhecer o processo seletivo
Foto: Letícia Lôpo

A paixão pela Matemática

Bernardo nasceu em Araraquara, no interior de São Paulo, mas atualmente mora com os pais em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Estado do Rio de Janeiro. Ele é aluno do 7º ano do Colégio Silva Serpa, parceiro do SAS Educação.  

A mãe afirma que, desde muito cedo, percebeu que os números prendiam a atenção do filho. "Quando ele era pequeno, antes da idade escolar, ele achava interessante seguir a ordem da numeração das casas. Lembro dele com 3, 4 anos prestando atenção em placa de trânsito, fazendo a leitura, os números sempre ali, ele vendo que um era maior que o outro. Ele tinha uma percepção também que os números da rua iam aumentando ou diminuindo. Desde sempre, ele mostrou interesse mesmo por números", recorda. 

Segundo Luzia, os profissionais da escola perceberam a facilidade do filho com a Matemática e o incentivaram a aprender novos conteúdos. "Desde o primeiro ano do ensino fundamental, a professora já viu que ele tinha facilidade, um interesse muito grande e não o limitou. Procurava por material além daquilo que ele tinha, e foi dando. Foi quando ele começou a avançar", diz. A família ainda descobriu que ele é uma pessoa com altas habilidades, ou seja, superdotado.

Bernardo, de 12 anos, tem mais de 80 medalhas em olimpíadas do conhecimento
Bernardo, de 12 anos, tem mais de 80 medalhas em olimpíadas do conhecimento
Foto: Letícia Lôpo

Desde 2024, Bernardo também passou a fazer aulas extras de Matemática para participar de olimpíadas do conhecimento. Segundo a família, ele já tem mais de 80 medalhas. Entre elas, estão ouro na Olimpíada de Matemática do Estado do Rio de Janeiro (OMERJ), prata nacional na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM).

Atualmente, o adolescente estuda pela manhã, mas, no período da tarde, tem uma série de atividades para se desenvolver em outras áreas. Ele faz, por exemplo, aulas de tênis de mesa, aulas de programação, robótica, xadrez, piano e mandarim. 

"A gente sempre foi no caminho dele. Ele sempre demonstrou o interesse que ele tinha e a gente tenta buscar uma oportunidade para ver se ele continua gostando. Ele é interessado em várias coisas. Ele gosta de Matemática, mas amplia bastante o leque dele. E, dentro das possibilidades, a gente tenta", ressalta Luzia sobre o apoio oferecido ao filho na vida acadêmica.

Fonte: Portal Terra
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