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Dia de São Vito: conheça a história e a oração do santo

Comemore o dia de São Vito com sua oração especial

15 jun 2020
09h00
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Peça ajuda para São Vito por meio da fé e oração - Crédito: Paróquia de Santa Chiara Trani/Reprodução
Peça ajuda para São Vito por meio da fé e oração - Crédito: Paróquia de Santa Chiara Trani/Reprodução
Foto: João Bidu

O Dia de São Vito é celebrado em 15 de junho - data em que foi morto, aos 15 anos de idade, por não negar sua fé nas palavras de Jesus Cristo. São Vito é conhecido como um dos "14 santos auxiliares", que são as divindades que podem interceder pelos fiéis em ocasiões específicas ou para curar determinadas doenças.

No caso desse santo, sua fama se dá pelos livramentos da raiva por mordida de cachorro e por curar a epilepsia e a coreia - enfermidade popularmente chamada de "mal de São Vito" ou até mesmo "dança de São Vito".

Contudo, mesmo que você não esteja enfrentando esses problemas, pode pedir ao santo por proteção e mais saúde por meio da oração de São Vito!

História de São Vito

No final do século III, na antiga cidade de Mazara, na Sicília ocidental, nasceu um menino com o nome de Vito em uma família pagã muito rica. Infelizmente, a mãe do jovem morreu quando ele era pequeno e seu pai, Halaz, chamou uma ama para cuidar dele. 

A mulher chamava Crescência e era uma viuvá cristã que havia perdido seu único filho. Além da ama, Halaz contratou um professor chamado Modesto - que também era cristão - para instruir a formação do menino.

O pai de Vito via o cristianismo como um inimigo que precisava ser combatido o quanto antes e, por isso, Modesto e Crescência não revelaram que seguiam a fé cristã. Mesmo assim, ambos ensinaram o cristianismo ao menino que, com 12 anos, foi batizado e sentia prazer no coração em seguir as palavras de Cristo.

Quando Halaz soube do batismo do filho, tentou conversar com o jovem para que ele abandonasse aquela fé, porém seus esforços foram em vão. Vito foi castigado pelo pai e entregado ao governador Valeriano, que o manteve preso para ser maltratado por vários dias. Mesmo torturado, o jovem em nenhum momento negou sua fé.

Modesto e Crescência arquitetaram uma fuga para Vito e, segundo as histórias narradas, com a ajuda de um anjo conseguiram libertar o jovem. Os três fugiram para Lucânia, em Nápoles, lugar onde esperavam viver em paz. Porém, logo foram reconhecidos e, assim, passaram a fugir dos algozes vivendo de cidade em cidade.

Vito, desde os sete anos, manifestava dons especiais que resultavam em milagres. O mais famoso deles é quando o jovem ressuscitou, em nome de Jesus Cristo, um garotinho mordido por cachorros com raiva.

A perseguição contra Vito, Modesto e Crescência teve fim quando o filho epiléptico do imperador Diocleciano ficou enfermo. O soberano sabia das histórias sobre os dons divinos do jovem Vito e então pediu pela sua presença para ajudar o menino doente. 

Acredita-se que Vito rezou com todas suas forças, em nome de Jesus, para ser atendido. No entanto, Diocleciano traiu o jovem - mandou os guardas o prenderem com o objetivo dele renegar a fé cristã. Novamente, Vito se recusou a fazer isso e foi condenado à morte no dia 15 de junho, com apenas quinze anos.

Essa história de São Vito é muito antiga, portanto, alguns acontecimentos podem ser apenas traços da tradição cristã. Outra narrativa conta que Vito, Modesto e Crescência foram levados diante da multidão para serem torturados e jogados aos cachorros raivosos.

No entanto, um milagre os livrou desse destino cruel - os cachorros não os atacaram e se deitaram aos pés dos três cristãos. Irritado com a situação, o imperador Diocleciano mandou que eles fossem colocados dentro de um caldeirão com óleo quente.

O jovem Vito de fato existiu, como consta no Martirológio Gerominiano. Já Modesto e Crescência foram incluídos no calendário da Igreja apenas no século XI. Suas relíquias, em 755, foram enviadas para Paris para serem entregues ao santo rei da Boêmia, Venceslau. Em 958, esse rei construiu uma catedral para São Vito, onde estão suas relíquias até hoje.

Oração de São Vito

"Ó glorioso São Vito! Vós suportastes, com calma e serenidade, as ameaças e insultos do vosso próprio pai e as perseguições dos pagãos. Até nas torturas do martírio conservastes uma tranquilidade imperturbável. Olhai para mim, pobre servo e devoto vosso. Vede a que estado nervoso me reduziram o cansaço, o esgotamento, a ansiedade e a depressão. A insônia me priva do descanso da noite. Qualquer contrariedade me irrita e me enerva. Palavras ríspidas e descaridosas me escapam da boca, contra a minha vontade. Por vezes os meus pensamentos se descontrolam e me torno incapaz de coordenar as minhas idéias. Até as minhas mãos se tornam trêmulas. O desânimo, o amargor invadem todo o meu ser. A minha força de vontade enfraquecida não me ajuda mais. Toda esta situação me deixa prostrado, desanimado, aflito e incapaz de reagir diante das dificuldades e dos problemas que surgem na minha família, no meu trabalho e no convívio com as pessoas. Querido São Vito! A vós recorro porque em vós eu vejo uma esperança para a minha saúde, uma luz para a minha vida. Sinto que a vossa proteção me reanima na minha fraqueza. De vós espero alívio na minha aflição, calma nos momentos de irritação, equilíbrio na perturbação, força de vontade para superar tudo o que é negativo. A vossa bênção me dará um pensamento positivo, paz, segurança, tranquilidade. Ó glorioso São Vito! Que vossa proteção faça reviver a minha esperança num Poder Superior. Que a vossa intercessão aumente a minha fé em Deus, Pai de amor; que fortaleça a minha confiança em Deus Filho e Salvador; que reanime a minha segurança em Deus, Espírito Santo Consolador. São Vito, eu vos peço fortaleza no desânimo, luz na dúvida, clareza na confusão e calma nas contrariedades. São Vito, São Vito! Socorrei um coração aflito! Amém."

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João Bidu
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