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Carnaval e Orixás: o guia para entender os enredos dos desfiles

Descubra o significado espiritual por trás das cores, batidas e rituais da avenida

10 fev 2026 - 15h44
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Todos os anos, escolas de samba exaltam o axé e homenageiam elementos de matriz africana. Quando uma escola de samba entoa um ponto em forma de samba-enredo, a avenida se transforma em um imenso terreiro a céu aberto. É um ritual público de celebração à nossa ancestralidade.

Confira como o Carnaval e Orixás se relacionam
Confira como o Carnaval e Orixás se relacionam
Foto: Joa Souza/Shutterstock.com / João Bidu

Você já reparou quando a bateria faz aquela paradinha estratégica e o público inteiro grita o nome de um Orixá? Não é apenas um refrão chiclete para ganhar o jurado; é uma convocação espiritual.

Mas, em meio ao brilho e às plumas, é comum o folião se sentir perdido. Entender quem é quem nas alegorias ajuda você a identificar a força que rege a Rainha de Bateria e a mensagem do Abre-alas.

O quem é quem na Avenida: Guia de campo

Para você não perder nenhum detalhe do espetáculo, preparamos um guia rápido para identificar as principais divindades que riscam o chão da folia:

Exu: O dono dos caminhos 

Quase sempre, ele é o protagonista da Comissão de Frente ou aparece logo no início do desfile. Exu é quem abre os caminhos.

  • O que observar: Movimentos ágeis, danças vigorosas, as cores vermelho e preto, e a função simbólica de "limpar" o trajeto para a escola passar com segurança.

Oxum e Iemanjá: As donas do fluxo

As rainhas das águas aparecem em carros alegóricos que trazem espelhos, fontes de água real e tons de azul, dourado ou prateado.

  • O que observar: A delicadeza dos movimentos das baianas e a força feminina que rege a harmonia e a fertilidade da agremiação.

Ogum e Xangô: A lei e a ordem

Aparecem em enredos que falam sobre lutas sociais, justiça, vitórias sobre demandas e superação de obstáculos.

  • O que observar: Elementos como armaduras, espadas, machados e cores como azul marinho, marrom e branco. Representam a força que protege o pavilhão.

Etiqueta e respeito: O sagrado na folia

O Carnaval é o momento em que o sagrado "brinca" na rua, mas isso não exclui o respeito. É importante entender a diferença entre fantasia e fundamento. O figurino de um desfile é uma representação artística; já as guias e contas consagradas são objetos de proteção religiosa.

Se você não é da religião, evite usar guias como simples acessórios de moda. Respeite o pavilhão e as imagens, tratando-as com a reverência que uma divindade merece.

Para quem assiste e quer entrar na sintonia, as cores que você veste também atraem energias específicas:

  • Branco: Atrai paz, proteção e a benção de Oxalá.

  • Amarelo: Atrai prosperidade e o brilho de Oxum.

  • Vermelho: Atrai a vitalidade e a proteção de Ogum ou Iansã.

A alma do samba fala iorubá

O Carnaval é considerado o maior espetáculo da Terra justamente porque possui alma. E essa alma, em grande parte, fala iorubá e reverencia as raízes africanas que moldaram nossa cultura. Assistir a um desfile com esse olhar atento transforma a diversão em uma experiência de conexão espiritual profunda.

Agora que você já entendeu o poder e o axé que regem a avenida, precisa garantir que seu corpo aguente a intensidade da celebração. No próximo artigo, veja como manter a energia física lá no alto com nosso guia de biohacking para foliões!

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João Bidu
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