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Fortunas & Fortuna

7 set 2018
09h00
atualizado em 11/9/2018 às 17h51
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Fortuna é uma palavra curiosa: dessas que mais se multiplicam em significados filosóficos quanto mais nela pensamos, dessas que mais se desdobram em sentidos espirituais quanto mais dela nos aproximamos.

Fortuna é uma palavra curiosa: dessas que mais se multiplicam em significados filosóficos quanto mais nela pensamos
Fortuna é uma palavra curiosa: dessas que mais se multiplicam em significados filosóficos quanto mais nela pensamos
Foto: diegograndi / iStock

Seu primeiro aspecto, mais usual e menos importante aqui para mim, é, pura e simplesmente, dinheiro, prosperidade material. Tem fortuna, quer dizer, é rico, com grana. Mas, podemos perguntar: todo mundo que tem fortuna será também afortunado? Pois é, aí a coisa se amplia...

Ouça o podcast Terra Horóscopo:

A Fortuna (emprego a maiúscula), vista como conceito, ligada à realização pessoal, é drama bem diferente do puro e simples acúmulo de dinheiro. Ela está vinculada à questões do campo místico: o inesperado, o imponderável. 

Fortuna ou infortúnio, nessa visão ampla, é a sorte, o acaso, as incontroláveis coisas favoráveis ou desfavoráveis. Tudo aquilo que tentamos, a duras penas, monitorar para que não atrapalhe nossas atividades, nossos empenhos, nossas tentativas de construir, nossas pretensões de pôr ordem – ordenar, claro, segundo nosso interesse – na caótica bagunça do mundo. 

Vale acompanhar o seguinte raciocínio: se a fortuna (dinheiro) costuma exprimir uma competência da inteligência (e nada mais, nada acima!), a Fortuna (realização), necessariamente instável, apartada de qualquer valor quantificável, acaba se relacionando com a sabedoria espiritual: carma, merecimento, progresso.  

Dai lições sensíveis e importantes da Espiritualidade. Pouco importa estar em uma conjuntura mais ou menos conturbada (obra da Fortuna no sentido maior que exploro aqui), decisivo é o jogo de cintura, a habilidade em responder, o ponderamento nas tomadas de decisão. O nome disso? Maturidade Espiritual. 

Demóstenes, famoso orador ateniense, havia nascido gago. Fortuna cruel, principalmente para ele que sonhava fazer da fala, do discurso, sua razão maior de vida. 

Como fez para vencer a disfemia? Revelou Maturidade Espiritual. Não facilitou. Enfrentou sem desvios o problema. Piorou seus exercícios. Para dificultar seu treino, enchia a boca de pedrinhas com a intenção de amplificar a melhora de suas capacidades pessoais. 

Nunca venceremos de todo o desafio da Fortuna. A Maturidade Espiritual, corajosa, está, mesmo assim, em encará-lo, enfrentá-lo. Isso sim é imperioso. 

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold ou entrar em contato com ela, clique aqui.

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Fonte: Marina Gold

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