Química sexual não completa a alma, diz vidente
Entendi ali, mais uma vez, outra vez, uma coisa que venho entendendo desde que comecei, no meu trabalho de sensitiva, a trabalhar com a subjetividade das pessoas, lidar com a matéria bruta das emoções e dos sonhos, dos afetos e dos desejos.
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Ela, tão jovem e linda, não era, de modo algum, uma mulher travada. Timidez não era com ela. O porte altivo, a maneira faceira de passar as mãos pelos cabelos longos, a segurança sedutora ao cruzar as pernas, tudo revelava que era muito dona de si. E foi assim, olhando fundo nos meus olhos, com uma cumplicidade rapidamente estabelecida, que ela me contou suas aventuras e desventuras.
O namoro, bem discreto no início, começou numa balada. Era noite abafada e as tacinhas de vinho branco e borbulhante soltaram os ânimos. Ele demorou para telefonar. Quando o fez, combinaram passeio no final de semana. Foi bom e a "química" (palavra que ela repetiu muito ao longo da nossa conversa) rolou maravilhosamente. Sentiram saudades mais cedo do que imaginavam, novos encontros, os celulares se entupiram de mensagens carinhosas - daquelas que ajudam a atravessar os longos dias no trabalho - e acertaram engatar, "oficialmente", o namoro.
Ela tinha a conta exata na cabeça. Dois anos, onze meses e poucos dias de plena realização sexual. Na intimidade eles eram um furacão. Corações agitados, duas almas pulsando, o prazer abundante, como uma espada que os unia pelo ventre.
Porém, nos quesitos que vão além do sexo, ela recebeu pouco. Ele se mostrou estressado, cheio de responsabilidades. O espaço dos amigos, do contato social com as pessoas da empresa, a "vida dele" não podia ser comprometida. A vida dele? Mas ela queria ser a vida dele. O carinho e a proteção esperada não vieram.
Acabaram. O balanço se mostrou bastante amargo para ela. Dando-me detalhes de tirar o fôlego, ela narrou as loucuras de amor que deles se apossava - feriado na pousada da praia, trilha na pequena cidade mineira das montanhas frias, cantinho na garagem do prédio. As lágrimas desciam e ela pontuava: "se pelo menos nosso sexo não fosse tão intenso".
Minha fofa, ouça a voz da experiência. Você mesma encontrou a resposta para teus sofrimentos. "Se não fosse tão intenso", "se não fosse tão bom"... sexo é esse mistério, doce algema (Camões falou algo parecido). Agora, atenção! Como você aprendeu, ele é complemento. Nossas almas querem algo mais, outras expressões de vida. É complicado mesmo: sem ele não dá, fica um vazio; apenas com ele, também não dá, é pouco. Complexo? Claro que sim. Quem disse que viver é coisa fácil?
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