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O equilíbrio entre o desafio e a competência

27 fev 2019
09h00
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Construímos uma sociedade de informações contínuas, somos bombardeados por bilhões de bits de informações sensoriais, constante e violentamente trazendo a nós, confusão mental e emocional ao invés de coerência e discernimento. É preciso encontrar uma maneira, e cada um tem a sua, de não nos paralisarmos ou ficarmos intensamente aturdidos e ansiosos, mas sim dinâmicos, estimulados, entusiasmados e seguros.

 O equilíbrio entre o desafio e a competência
O equilíbrio entre o desafio e a competência
Foto: iStock

Uma pessoa que possui inteligência e agilidade emocional positivamente desenvolvida, consegue manter, diante de acontecimentos mais difíceis e imprevistos, um sentimento de desafio, importante para qualquer conquista, e de crescimento, importante para a realização pessoal e profissional.

Para alcançar essa meta, a de equilíbrio entre razão e emoções, é preciso arregaçar as mangas e trabalhar na direção das mudanças, especialmente de comportamento. Construir uma nova maneira de agir, novos hábitos, que o auxiliem no cumprimento de suas metas mais importantes. É claro que, antes de mudar qualquer comportamento, é preciso dar um mergulho no mundo emocional, a fim de conhecer os padrões que detonam pensamentos e comportamentos nocivos às nossas conquistas.

Conforme vamos aprofundando nosso conhecimento sobre nós mesmos, começamos a perceber que existe uma espécie de gancho, algo que nos prende a uma situação ou emoção. Um gancho envolve necessariamente um conflito, ou melhor, a necessidade de resolver um conflito, no qual estamos enredados. Quanto mais conhecemos nossos mecanismos, menos nos deixamos ser capturados por uma emoção, pensamento ou comportamento autodestrutivo. Obtemos mais controle sobre nossas vidas. É preciso prestar atenção no nosso funcionamento, a fim de conhecer esse gancho.

Num dia comum, a maioria de nós fala cerca de 16 mil palavras e nossas vozes interiores produzem mais milhares de pensamentos. Não é fácil dar conta do mundo pós-moderno; não é à toa que muitos de nós estamos desequilibrados. Nossos pensamentos nos bombardeiam incansável e silenciosamente durante todo tempo. 

Conforme vamos nos aprofundando em nós, percebemos que, a maior parte dos pensamentos, estão conectados e cristalizados em avaliações e julgamentos, que são reforçados por nossas emoções. Alguns são positivos e construtivos, outros são negativos, absolutamente dispensáveis. Possuímos um juiz interno, um crítico que julga e condena, sem muitos critérios. 

Pense por um minuto em uma situação qualquer corriqueira, em algo que você ouve de alguém no dia a dia. Por exemplo: meu colega comprou um super carro, moderno, potente e veloz. Perceba o que vem imediatamente em seus pensamentos: Por que não consegui ainda comprar algo assim? O que estou fazendo de errado que ainda não consigo dar passos mais largos? Ele sempre foi mesmo mais capaz e competente do que eu. Por que levo tanto tempo para conquistar meus objetivos? E assim por diante. Perceba que isso tudo brotou automaticamente em sua cabeça. Esse é o gancho. Ele é, normalmente uma situação que você vive naturalmente em seu dia a dia.

Pode ser uma 'DR' com seu amor, um pedido de aumento ou promoção, uma situação familiar desgostosa, qualquer coisa ou situação que o deixa apreensivo. E sua reação surge, no piloto automático. 

O mergulho é necessário para descobrir o que faz você enganchar em emoções autodestrutivas, que impedem seu sucesso e crescimento. E é claro, esse é um exercício que demanda tempo para dominar. Mas basta começar a torná-lo seu principal hábito diário. Tente.

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Fonte: Eunice Ferrari
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