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Lição para bem envelhecer

9 mai 2019
09h00
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O Tempo envelhece depressa. Como é isso? Assim: o tempo vai passando e, justamente na medida em que ele passa, cada vez mais e mais a sensação é de que ele está passando mais rápido. Tudo envelhece (inevitável!) depressa, antes do que gostaríamos. Esses primeiros dias de um novo mês reforçam a compreensão do rodar acelerado do tempo, sentimos mais seu peso. 

Lição para bem envelhecer
Lição para bem envelhecer
Foto: iStock

O Passado vai ficando denso, pesam as cargas das lembranças, recordações das coisas vividas. A Memória, balão inchado, flutua leve, levanta fácil para voos longos e, lá de cima, admira tudo no alto das recordações.

Aqui em baixo, pés no chão da realidade, o animal que carregamos conosco deve Harmonizar, acertar as contas com a alma. Trata-se de um aprendizado que envolve a todos (porque todos envelhecemos!), a conquista de serenidade na medida em que avançamos rumo a maior amadurecimento. 

Para não desencadear grandes abalos de Saúde, os hábitos mais corriqueiros devem ser avaliados e, se necessário, readequados. Nada de jantar depois das nove da noite. Mesmo em dias amenos é bom levar um casaquinho. O lembrete no banheiro indica se a vez é do comprimidinho rosa ou branco.

A relação com a Materialidade ao redor ganha outro contorno, apoiado em maior tranquilidade. É preciso compreender que o que era fácil antes, pode ter se tornado complicado desafio: carregar o pacote, subir no ônibus, abrir a lata, vencer aqueles degraus de escada. 

Da mesma maneira, sob a superfície cotidiana, lá no fundo, adequações da Espiritualidade também se tornam necessárias. Deve-se abraçar outro ritmo. A temperatura precisa ser regulada numa nova zona de conforto. Necessário instalar uma dietética diferente. 

Como Envelhecer bem? Sem deixar de buscar a generosidade essencial, valorizar outras referências além das tangíveis que começam a se dissolver. Reencontrar os júbilos que se imprimem em nós de modo indelével e, no fundo de nossa alegria de existir, traçam sulcos profundos. 

Aceita o fluir da areia do tempo que escorre. Navega quando possível ao país da infância. Retoma a inteligência das coisas verdadeiramente eternas. Reaprende o sabor simples da felicidade despojada. Procura a luz dourada de onde viemos e para o qual estamos destinados – a verdade primeira e última de toda a vida.

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Fonte: Marina Gold
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