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Entenda porque a Umbanda é conhecida como uma arte de cura

Desde o seu surgimento, a Umbanda torna-se um conceito de cura através dos seus conhecimentos e ensinamentos

4 jul 2023 - 13h00
(atualizado às 23h01)
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Umbanda, palavra do dialeto quimbundo que significa "arte da cura". Apesar de ser uma religião jovem, com apenas 114 anos -  em comparação com outras religiões - traz consigo as marcas da época de seu surgimento por meados dos séculos 19 e 20, seja com o desaparecimento das macumbas cariocas (uma religião semelhante à cabula) ou por Zélio Fernandino de Moraes e o Caboclo das 7 Encruzilhadas. 

Estigmas da Umbanda

Ainda nos tempos atuais, a Umbanda carrega estigmas da sua origem, como o embranquecimento, machismo e racismo estruturais, presentes em nossa sociedade muitas vezes de forma velada. Espero que, se você estiver lendo este texto no futuro, isso não seja mais uma realidade.

Arte e transe

Com tudo isso, podemos entender que os terreiros de Umbanda, por meio do culto aos Orixás e Entidades, representam a resistência dos povos que foram marginalizados pela sociedade. Contudo, é unindo-se à arte do transe e ao encontro com o inexplicável, a Umbanda nos toca e atravessa, convidando-nos a enxergar além das entrelinhas da alma e descobrir um novo mundo pelos olhos daqueles que já partiram e voltaram, que vêem a alma na escuridão. 

Umbanda como forma de cura

É a renovação da fé e da entrega. A Umbanda nos cura através de seus encantamentos e tecnologias ancestrais, envolvendo nossos cinco sentidos - e posso até arriscar dizer que o sexto também. Somos conduzidos pelo cheiro das ervas do defumador, como Arruda, Alecrim, Guiné, Benjoim e Alfazema. Com as luzes das velas, o som dos atabaques, as danças dos Orixás e Guias. Por isso, ali, no chão do terreiro, podemos nos permitir ser crianças novamente diante daqueles que têm muito mais vivências.

No abraço de um Preto Velho, na ginga do Malandro, no brado do Caboclo, na risada da Criança, na dança da Pomba Gira e na gargalhada do Exu, somos atravessados pelo convite de viver e nos sentirmos vivos. Com isso, a cura acontece não apenas da alma, mas também do coração e das lágrimas de uma vida repleta de desafios.

João Bidu
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