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Descubra por que tentar ser normal pode estar prejudicando a sua felicidade

25 jul 2022 - 16h06
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Ser original pode te ajudar
Ser original pode te ajudar
Foto: Shutterstock / João Bidu

Habitual, comum, previsível, esperado, tradicional… o conceito de normalidade é carregado pela ideia de alinhamento a algo anterior a nossa participação ou decisão, uma construção preestabelecida. Quando nos encaixamos nesses moldes, somos normais. E parece muito bom ser normal. Há uma segurança em se conhecer mais ou menos o próximo passo, um conforto em se sentir pertencente, um alívio em se entender em um lugar de "ninguém vai me importunar porque eu sou só mais um". Mas, esse gostinho é uma ilusão. Querer se encaixar nessa promessa de felicidade, é o caminho para a angústia e as dores da alma.

Feito para ser você

É que você foi feito para ser exatamente como você é. Em uma perspectiva espiritualista, que observa o ser humano além de sua dimensão física, compreendendo-o também suas dimensões emocional, energética, mental e espiritual, tudo tem uma razão de ser.

Portanto, não é à toa que você gosta das coisas que gosta, tem os sonhos que tem, sente o que sente, não se conecta com o que não se conecta… Em algum momento uma sabedoria atuou e você foi constituído da maneira que é. E isso não foi por acaso.

Quando se vê como alguém que necessita ser consertado, está negando toda essa sabedoria: a mesma que fez um universo tão perfeito, em termos micro e macro. E, pior, você faz um esforço para mudar, para se adequar, para caber, se acha diferente e quer ser normal. Mas, o universo estava contando com você da maneira como você é.

Ao reconhecer essa "diferença" como um problema, é como se você estivesse querendo cortar a pontinha da peça de um quebra-cabeça para que ela se encaixe em determinada posição. Mas a peça já é perfeita da maneira como ela é e, sem aquela pontinha, o quebra-cabeça como um todo ficará desfalcado, além de a própria pecinha ficar danificada.

Normal x natural

A ideia de ser normal está alicerçada em controle e manipulação. A previsibilidade permite criar necessidades e dependências, as pessoas ficam vulneráveis e torna-se mais fácil segurar, subjugar. Dessa maneira, faz você acreditar que é imperfeito e vende soluções para acabar com esse desajuste e com a angústia decorrente dele.

Você cai na armadilha, o vazio não se esgota - apesar de poder ter sido amenizado temporariamente - e você ainda sente-se mal, achando que o problema está (novamente) em você.

A naturalidade consiste em viver de acordo com sua própria natureza, atendendo os desígnios profundos do seu coração. Você já refletiu sobre de onde vêm esses sonhos ou sobre quem colocou esses desejos aí?

O viver naturalmente é um caminho de paz. Não porque não há incertezas ou desafios, mas porque justamente existe a confiança de entendê-los como parte desse quebra-cabeça gigante e infinito.

Fake de você

Quando se vive de uma maneira distante do que seria sua versão mais autêntica e original o seu próprio sistema se reconhece como uma mentira e, por não desejarmos a mentira e termos uma tendência a querer nos livramos dela, é como se você passasse a viver em um modo autodestrutivo, tomando decisões e tendo atitudes não desejáveis e prejudiciais a si mesmo.

Isso vai se acumulando com o passar do tempo e quando se percebe, você está retraído, reativo, paralisado, isolado, magoado, ficando cada vez mais difícil restabelecer a conexão consigo mesmo.

O seu natural

A receita do que é ser natural é ser você, respeitando o seu coração e vivendo a espontaneidade. É isso que preenche o vazio da alma, traz satisfação e o contentamento de estar cumprindo sua função no mundo.

Identificar a própria missão e encontrar esse modo de viver alinhado à essência fica muito mais prazeroso e potencializado quando se conta com a colaboração de um terapeuta espiritualista. Invista em seu autoconhecimento e apaixone-se por seu processo.

Texto: Bia Albuquerque (@biaaterapeuta), terapeuta energético-espiritual, humanoterapeuta, psicanalista espiritualista, facilitadora do Círculo da Vida e ledora de baralho terapêutico

João Bidu
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