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Tudo o que vivo é resultado do que construí no passado

14 dez 2018
09h00
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Quando algo acontece com a gente, nunca é fruto do acaso, mas resultado do que praticamos e construímos no passado. Devemos ter sempre em mente, quando estamos em meio a um problema ou dificuldade, que é nosso passado emergindo no presente e que, a partir de agora, devemos construir um novo futuro. 

Tudo o que vivo é resultado do que construí no passado
Tudo o que vivo é resultado do que construí no passado
Foto: iStock

Devemos ter muito claro em nossas mentes, que os hábitos diários controlam nossas vidas, portanto, mãos à obra em direção à mudança.

A primeira coisa que você precisa fazer é parar de culpar o carma. O carma, muitas vezes, é usado para justificar uma atitude passiva diante de uma situação difícil. A desculpa do carma, muitas vezes nos isenta da responsabilidade da iniciativa, da coragem, do esforço e da luta para transformar uma situação presente em uma vida mais plena e construtiva. Carma quer dizer ação!

Sempre existe algo importante a ser feito em nosso processo cármico. Muitas vezes não estamos prontos para as mudanças, mas mesmo assim devemos continuar atentos para a necessidade de mudar. Não devemos perder de vista essa necessidade, construindo o momento em que estaremos prontos para a virada. 

Existem ambientes e pessoas tóxicas em nossas vidas, que nos invadem, nos violentam a ponto de nos sentirmos infelizes. Culpamos o carma muitas vezes, por não conseguirmos nos libertar de uma situação de aprisionamento que carregamos em nossos corações. Veja bem, nós carregamos essas situações em nossas almas, em nossos corações, em nosso subconsciente. Sabemos que precisamos mudar, tomar uma atitude, mas muitas vezes não nos sentimos preparados.

O carma não é uma energia passiva, pois carma, como já disse, significa ação. Qualquer movimento que fazemos na direção da melhora e do equilíbrio de nossas vidas, só nos ajuda na construção de um carma positivo.

O passado justifica o presente e assim construímos uma nova vida, com consciência no presente e uma saborosa colheita no futuro. Pensando e agindo nesse sentido, você se transforma em senhor de seu próprio processo de vida, tem maior controle sobre seu destino; torna-se independente.

Acredito, verdadeiramente, que a natureza primeira do Homem é boa e pacífica. Somos seres auto reflexivos, absorvemos, nos apropriamos e devolvemos ao mundo aquilo que absorvemos. Transformamos e somos transformados todo o tempo, do átomo ao Universo. No entanto, somos também seres emocionais. E quando o impulso natural em direção ao afeto nos é obstruído ou bloqueado desencadeiam-se sentimentos negativos como a frustração, seguida da raiva.

Como adultos, podemos nos utilizar de nossa consciência e inteligência e desfazer bloqueios que nos impedem a felicidade. Temos, por esse motivo, o dever de incrementar nosso senso de autoconsciência e não nos deixar subjugar por forças inconscientes. 

Temos também que aprender a escolher e diferenciar a fantasia da realidade, armadilhas do ego. Devemos experimentar a independência do ego, sem medo. Isso requer coragem, desprendimento e aceitação. Aceitação dos nossos limites, nossas raízes, nossa luz e nossa sombra e determinação para mudar.

Devemos fazer a nossa parte, cumprir com nosso dever. Mas qual será o momento exato que o Universo vai agir em nosso favor e que nosso destino será cumprido, isso não sabemos.

Você já tentou entregar um momento ou situação de total impotência nas mãos do Universo? Conseguiu? É muito difícil. Requer atenção e treinamento. Esse é o verdadeiro exercício da fé. 

Assim como a consciência, a fé se desenvolve exercitando-a diariamente, a cada minuto, todo tempo. Somos todos responsáveis pelos nossos conflitos, pois os criamos apenas para atingirmos a experiência da compreensão da harmonia, da paz, da felicidade.

Nós, ocidentais, somos arrogantes, vivemos em luta com Deus, apesar de sabermos, desde o início, que essa é uma guerra perdida. Mas insistimos. A única saída que temos, dentro dessa luta absurda e insana, é a aceitação e a entrega. Esse é o verdadeiro propósito do conflito que criamos.

Lembre-se sempre das palavras do Buda. “Se queres saber o que fez no passado, olhe sua condição no futuro. Se queres saber o que acontecerá no futuro, olhe sua mente no presente”.

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Fonte: Eunice Ferrari

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