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Afinal, estamos ou não sujeitos ao destino?

8 fev 2019
09h00
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Na verdade, o destino é algo que está atrelado à nossa consciência ou ignorância; quem o constrói, somos nós mesmos. Quanto mais você desenvolve sua consciência, menos ignorante você se torna, mais domínio tem sobre sua vida e destino. Se simplesmente deixamos a vida nos levar, sem nenhuma consciência, podemos nos sentir livres por algum tempo, mas uma vida sem nenhum planejamento, sem foco, organização, empenho e objetivos realistas, é uma vida sujeita a mais revezes. É uma vida que não vivemos: ela nos vive.

Afinal, estamos ou não sujeitos ao destino?
Afinal, estamos ou não sujeitos ao destino?
Foto: iStock

Enquanto não nos apropriarmos de nosso poder pessoal e os colocarmos fora de nós, ficamos mais impotentes a cada dia. O fatalismo ou a concepção ocidental de destino, nos leva à subserviência. Impotentes, não podemos nada, não criamos nada, entregamos nossas vidas nas mãos de um destino incerto. Essa é uma maneira infantil de viver, oriundo de uma era que deve chegar ao fim.

Quando decidimos caminhar através de uma vida consciente, saímos imediatamente do papel de vítimas e assumimos a responsabilidade por nosso caminho de vida, de sermos criadores de nosso destino.

Enquanto pensamos e sentimos sem nenhum domínio, contaminados por ações e reações inconscientes, pelos nossos instintos, por nossa formação moral e religiosa, pelos valores de nossos pais e não nossos, pelo meio que vivemos, nunca seremos livres. É um bom momento para a reflexão e para encontrar sua própria verdade; para apropriar-se do que é verdadeiramente seu e corajosamente fazer suas próprias escolhas.

Vivemos um tempo de cura e limpeza, para enfrentarmos antigas angústias e não existem saídas mágicas para o encontro com a liberdade e poder pessoais. Existe um trabalho árduo a ser executado e muitos enfrentamentos. É preciso estar disposto a se envolver com tudo o que se relaciona a esse processo. Leva tempo e energia.

A partir de já, decida deixar para trás o papel de vítima e assuma definitivamente e com coragem, o papel de causador, de criador de sua própria vida. Se sua vida não está como gostaria, você deve ser o responsável por isso. Se não está suficientemente feliz, decida a começar a construir desde já uma vida mais plena e equilibrada.

Comece a refletir mais profundamente e responda a si mesmo essas perguntas:

O que você pode fazer por você a partir de agora? 
Mesmo que seja uma pequena coisa, que te dê prazer, comece.

O que você tem feito para impedir sua felicidade e prazer em estar vivo?
Tire de seu caminho pessoas e situações que estejam trazendo alguma infelicidade, repressão de bons sentimentos, que impedem suas alegrias.

Não pense no tempo que levará para mudar tanta coisa que você construiu inconscientemente. Alie-se a esse tempo, pois ele vai passar de uma maneira ou de outra. 

Não dar o primeiro passo é adiar sua realização.

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Fonte: Eunice Ferrari

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