Alegria e felicidade são a mesma coisa? Vidente explica
Enquanto a alegria é intensa e rápida, a felicidade é alongada, diz Marina Gold
A alegria e a felicidade: duas águas cristalinas que parecem iguais, mas são diferentes. Brotam da mesma fonte e logo se separam. Correm por cursos distintos, desembocam em bicas que estão distantes uma da outra.
A alegria, muito intensa e pouco modulada, um rojão que espoca. Rápida, gera frisson, guindaste que – vibrando trepidante no ar – levanta a emoção no mais alto. A felicidade, pouco intensa e muito modulada, uma música bonita. Alongada, gera imersão, colchão de ar que – balançando suave na piscina – relaxa gradualmente os afetos.
Por ajudar-nos na tarefa do autoconhecimento é importante compreender a diferença entre o borbulhar da alegria em contraste com o oceânico da felicidade. Separá-las com discernimento é passo fundamental para reconhecer o que está se passando conosco num ou noutro momento, visualizar com maior clareza nossas forças e fragilidades.
A alegria, chama de rápida combustão, se exprime de dentro para fora. Isto é, nasce do corpo e através dele abre caminho para a exterioridade, onde se manifesta como uma manifestação concreta: gargalhada, abraço, desejo (ou realização) de dançar ou cantar.
Sua dimensão é pura imanência, seu sentido de espiritualidade só pode ser localizado colateralmente: a alma de quem está alegre, por algum tempo (que, óbvio, melhor durar o máximo), recebe o efeito positivo da boa fase.
Como rastrear a alegria? Busque experiências agradáveis: início de uma paixão, conquista de um objetivo, reconhecimento por uma tarefa bem executada, vitória num jogo esportivo, coisas que tragam uma marca de solução venturosa. Momentos de realização, colheita proveitosa, espécies de domingos nas nossas semanas de tanto trabalho, impulsionam poderosamente a vontade e o humor.
A felicidade, chama tênue, canta sua melodia em tom menor, suave, sutil. Contrabaixo que vibra cadenciado, marcando o tempo da música como um enorme coração pulsando. Seu compasso, dolente, revela a própria respiração da alma.
Sua dimensão é transcender. Ela pesca na exterioridade para aproveitar o material como pura energia e, independente do corpo, organizar um sentido. Na direção contrária à alegria, a felicidade recolhe o mínimo detalhe, o acontecimento minúsculo, para introjetar (seu direcionamento é de fora para dentro) e empregar como marco zero e pedra fundamental do progresso espiritual.
Como rastrear a felicidade? Busque experiências de completude: balanço geral de um caso de amor, avaliação dos desdobramentos de um projeto profissional, esforço desprendido em determinada atividade, coisas que tragam uma marca de conscientização, independente do resultado. A felicidade não está no momento, mas na duração, é o plantio que irá alimentar o sentido de viver – desse e dos futuros.
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