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Sim à experiência solitária, não à solidão

19 nov 2019
09h00
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Fortaleza Espiritual é aquilo que separa o solitário da solidão. Explico melhor, pedindo licença ao leitor para tratar da coisa com detalhes, para deixar melhor explicadinho – compreensível e claro – um dos mais intensos desafios existenciais que surge para todos nós.

Falo primeiramente daquilo que é mais simples, o solitário. É impossível atravessar a vida sem tropeçar nessa condição, abraçá-la inúmeras vezes. É uma das situações inescapáveis do nosso destino. Vale parar e perguntar: quem nunca se sentiu, diante dessa ou daquela situação, frágil e pequeno?

Solidão em si é dura e cruel
Solidão em si é dura e cruel
Foto: portishead1 / iStock

O solitário em nós aparece quando o peso das coisas se torna incômodo, as certezas desaparecem, os caminhos ficam confusos. Não é experiência simples, mas há possibilidade ainda pior e mais devastadora: a solidão – ela em si, dura, cruel, poder terrível.

Inimiga feroz, a solidão ataca corroendo as bases sobre as quais apoiamos nossas capacidades de seguirmos adiante. Perigosa, é capaz, em seus momentos de maior poder, de transformar em lixo o tesouro interno que justifica nossa jornada de vida.

Compreender que solitário e solidão são coisas diferentes, distinguir claramente uma e outra, é atitude fundamental para estar melhor. Devemos, antes de qualquer coisa, avaliar a questão nos seguintes termos: uma experiência solitária serve para renovar, abastecer o ímpeto e a garra para seguir adiante. É como uma derrota que acaba sendo positiva (que pode trazer aspectos construtivos!), empurra o jogador para frente, sedento para se superar. Já a solidão paralisa e compromete. Esvazia as energias, fecha um laço forte sobre a pessoa, daqueles que vão dar muita dor de cabeça para afrouxar. 

O que aprendi na minha longa prática é o papel eficiente do trabalho espiritual como uma vacina contra a solidão. Quem busca crescimento espiritual, mesmo vivendo as circunstâncias do solitário, pode contar com um dique, uma barreira que impede qualquer transbordamento mais lastimoso da perigosa água da solidão.

A confiança modelada na espiritualidade é remédio útil para atravessar os mares solitários sem derivar perdido para o oceano feroz da solidão. Importante precaução capaz de poupar o naufrágio de muitos barcos.

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold ou entrar em contato com ela, clique aqui.

Fonte: Marina Gold
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