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'Sobreviva em conexão com a alma', indica vidente

24 jan 2018
12h00
atualizado em 30/1/2018 às 18h09
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A vidência me faz interessada pelas questões da alma, mas não descuido de me interessar por suas relações com a natureza humana, entendida exatamente como continuidade daquela, manifestação da alma. Por essa razão, alguns temas que aparentemente são apenas do campo científico-tecnológico, também chamam minha atenção.

Foto: supershabashnyi / iStock

Uma força dos dias atuais que deve ser debatida e melhor entendida é o que a ciência nomeia como “seleção volitiva”. Trata-se da capacidade (crescente) da engenharia genética substituir genes em embriões. Logo essa possibilidade será uma realidade no nível experimental e, provavelmente, com o tempo, se tornará um procedimento rotineiro.

Manipulação genética e melhoramento de plantas já nos acompanham há bastante tempo. Basta comer uma polpuda espiga de milho para entender o benefício trazido por esses avanços. Agora, operar sobre seres humanos, remodelar geneticamente crianças, modificar características corporais, é outra coisa. Precisamos entender com redobrada atenção e cuidado extremo os desafios aqui envolvidos.

Questões morais e espirituais completamente novas precisariam entrar no debate. A indústria biomédica pode adorar a ideia (e os lucros) desse admirável novo mundo a ser desbravado. Todavia a humanidade, maior (tenho certeza) do que qualquer indústria, deve olhar para essas proposta de manipulação com cautela.

A questão de fundo a ser destacada é a seguinte: somos nossos corpos e mentes ou somos algo além, transcendente, nossa alma que é a essência e o próprio sentido da condição humana? Podemos manipular o que está na superfície, mas não o que vai no alicerce, a fundação do nosso ser.

Para entendermos melhor, basta refletir um minutinho sobre esse enigma: podemos relacionar as maneiras como amamos, mas não conseguimos relacionar as razões. Pascal está correto em indicar que “o coração tem razões que a própria razão desconhece”.

Assim sendo, acredito ser muito perigoso mexer no mundo físico dessa forma. Seria criar uma distância entre ele e o mundo da alma, abrir um abismo dentro das pessoas. Precisamos pensar nas consequências de desdobramentos complexos, e não apenas nas vantagens imediatas e aparentes.

Falando claramente: não precisamos apenas sobreviver, precisamos sobreviver em conexão com nossa alma. Aquilo que nos torna especiais está para além do estritamente empírico, depende da nossa presença na ordem do mundo. Não somos apenas criaturas biológicas, somos também criaturas esotéricas, com diversos mistérios e segredos – e precisamos cuidar de ambas.

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold ou entrar em contato com ela, clique aqui.

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Fonte: Marina Gold

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