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Religião e espiritualidade: diferenças e semelhanças

Religião e espiritualidade travam um combate imemorial no coração da humanidade

23 ago 2018
09h00
atualizado em 29/8/2018 às 14h13
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Religião e espiritualidade travam um combate imemorial no coração da humanidade. Elas estão próximas, vizinhas, parecem a mesma coisa, mas, analisadas, revelam-se diferentes em muitos aspectos: caminhos paralelos, não semelhantes; confundi-los é equivocado e vou tentar esclarecer porque.

Religião e Espiritualidade travam um combate imemorial no coração da humanidade
Religião e Espiritualidade travam um combate imemorial no coração da humanidade
Foto: ipopba / iStock

Trata-se de singularidades, independentes entre si. Tanto é assim que alguém pode ser Religioso sem ser Espiritualista – apesar de, como uma fruta seca, acabar se revelando uma experiência vazia, sem polpa –, ou, também, pode ser Espiritualista sem ser Religioso – situação bastante comum que lembra outra vez a fruta, agora descascada, pingando sumo.

Distinções: Religião é postura única, singular, que resulta de determinada crença (fecha o foco, portanto). Espiritualidade é derivação reveladora da intensidade mística em sua pluralidade (ao contrário, abre o foco).

O Deus da Religião, criador, milagreiro, atende preces. No campo da Espiritualidade, a própria ideia de Deus deriva para maiores amplificações, metafóricas e panteístas, ligadas ao maravilhoso pulsar de energia do Universo e da Vida.

A Religião cria uma necessária série de regras e ordenamentos do cotidiano, uma lei em torno da qual a sociedade se organiza. A Espiritualidade, por sua vez, convida à apreciação da beleza do mundo, admiração de acompanhar a poesia sinfônica do cosmos.

Ouça o podcast Terra Horóscopo:

A Religião abraça o dogma. A Espiritualidade, ligada ao misticismo, busca a revelação do ilimitado harmônico do êxtase. Numa metáfora: Religião é pão, Espiritualidade é vinho. O sólido (unidimensional, modelado) que alimenta, o líquido (múltiplo, modelável) que eleva. Imanência e transcendência. O Texto dissertativo, a prosa; contrastando com o texto poético, a música. 

Dizia, logo acima, dos perigos de não separar corretamente essas duas forças. Eles residem na confusão entre viver de determinado modo ou explorar outros modos possíveis, aceitar uma estruturação ou investigar ampliações da própria estrutura. Valorizar regras de ação ou buscar a energia de cada situação do destino. 

Vai a dica: atenção para explorar corretamente cada um desses destinos, colhendo o que eles oferecem de melhor. No roteiro Religião (marcado pela racionalidade), devoção e culto, formas de amparar nossa insegurança, ajustar o ponteiro da bússola existencial. No roteiro Espiritualidade (mais emocional), a sutileza de buscar o cerne de todas as coisas, o mergulho no mistério, convite à ampliação de nosso entendimento.

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold ou entrar em contato com ela, clique aqui.

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Fonte: Marina Gold

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