"Fiuk amadurece para as coisas do coração", diz vidente
Acaba de chegar às bancas de jornal mais um número daquela importante revista semanal de enorme tiragem. Entre variedades e fofocas diversas, estampa na capa e apresenta em matéria central, uma longa entrevista com o ídolo pop do momento, Fiuk. O músico, filho do cantor Fábio Jr., como a irmã Cleo Pires bastante parecido com o pai, trata abertamente de assuntos polêmicos, num retrato, como indicado pelo título, "totalmente revelador!"
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Amor, sexo, drogas, música e... espiritualidade. Temas abordados sem medo pelo garoto, com um olhar sincero, não artificial, de alguém que, espontaneamente, sem descartar as experiências mais ou menos difíceis pelas quais já passou, aceita ter muito para aprender, alguns caminhos de aprendizagem trilhados e inúmeros por trilhar.
Na entrevista, Fiuk passeia, de forma mais ou menos convencional, por questões importantes para os jovens de hoje. Ele mesmo, ainda muito menino, com apenas 19 anos, aceita estar aprendendo a se orientar nas tempestades. Fala das mulheres (sempre mais velhas) com quem se relacionou, das paixões explosivas da adolescência, do primeiro beijo, dos casamentos múltiplos do pai, das carências e dos perigos intensos e sedutores do mundo das drogas.
Até aqui, nada de extraordinário. Seguimos a leitura com um misto de tédio e de "já vi tudo isso". Porém, na medida em que avançamos, a coisa muda de figura. Duas coisas chamarão a atenção: sua visão da espiritualidade e sua posição em relação ao trabalho. Explico melhor.
O tom da conversa muda, mostra-se mais instigante e maduro quando, minimizando a importância de ter visto, quatro anos atrás, em companhia do pai, um disco voador, ele aponta como mais interessante e construtivo compreender que tanto faz ser católico, espírita ou budista, desde que a mensagem que se passe seja de amor. Ponto para Fiuk ao indicar corretamente: "acho que a vida na Terra é como a 8ª série. Tem de passar de ano, senão volta pra cá de novo".
Melhor ainda, goleada para Fiuk quando na contramão das celebridades juvenis, cabecinhas pequenas que corriqueiramente estão perdidas em hedonismos vazios e prazeres descartáveis, aceita que "o trabalho faz o talento". O menino sabe o que quer, prefere ficar em seu quarto estudando guitarra a sair e beber pra caramba nas baladas. Esse é o caminho: amadurecer para as coisas do coração e do mundo, sem esquecer de trabalhar com afinco. Trabalho que produz resultados materiais e espirituais.
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