Veja como foi sessão de julgamento no STF sobre futuro de Moraes
Primeiro dia de julgamento sobre relação entre Moraes e Vorcaro teve confusão entre ministros e indefinição sobre procedimentos no STF
STF analisa caso Moraes: acompanhe ao vivo
Após bate-bocas e pedido de vista de Dino, 1º julgamento sobre elo de Moraes com Vorcaro termina indefinido; veja como foi
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) realizou nesta terça-feira, 15, uma sessão marcada por bate-bocas entre ministros, acusações e divergências sobre a condução da investigação envolvendo Alexandre de Moraes e o ex- banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante a análise do caso, a questão de ordem que discute se o processo de Moraes deve ser julgado conjuntamente com o de André Mendonça terminou com o placar em 4 a 3, com o pedido de vista de Flávio Dino. Ao longo de mais de cinco horas de sessão, Moraes e Mendonça trocaram acusações, Gilmar Mendes e Luiz Fux divergiram sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal e Cármen Lúcia afirmou estar “envergonhada” com a situação da Corte. [LEIA MAIS]
De Aristóteles a Clarice Lispector: veja referências citadas por ministro em julgamento
A sessão do STF foi repleta de referências em diversas áreas do conhecimento, do Direito à Literatura, durante os discursos dos magistrados. O ministro Flávio Dino, por exemplo, citou o filósofo grego Aristóteles enquanto conversava com o presidente da Corte, Edson Fachin.
"A ironia serve para descontrair o ambiente. Aristóteles", disse o magistrado. O filósofo, que viveu há mais de 2 mil anos, tem duas obras dedicadas à ironia: Ética a Nicômaco e Retórica. Ao longo do dia, por diversas vezes, Dino usou referências durante suas falas e seus posicionamentos citando, também, o Livro de Eclesiástico, texto da Bíblia. [LEIA MAIS]
O que acontece após um pedido de vista no STF? Entenda os próximos passos do julgamento
O ministro Flávio Dino pediu vista durante a sessão extraordinária que analisava os desdobramentos do relatório da Polícia Federal (PF) sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro. A pedido do ministro Gilmar Mendes, foi primeiro colocado em votação a junção dos processos de Moraes e o ministro André Mendonça.
Dino tomou a decisão depois de uma sessão acalorada com sucessivos embates entre os ministros. O momento de maior tensão ocorreu durante uma discussão entre André Mendonça e Gilmar Mendes. O episódio levou Dino a criticar a condução dos trabalhos pelo presidente do STF, Edson Fachin, e a afirmar que o debate havia ultrapassado os limites de uma discussão institucional. [LEIA MAIS]
Fachin proclama resultado sobre votação de questão de ordem
Ao fim do voto da ministra Cármen Lúcia, o presidente do STF, Edson Fachin, proclamou o resultado provisório da votação sobre a questão de ordem levantada pelo ministro Gilmar Mendes pela junção dos processos sobre Moraes e Mendonça.
Declarados suspeitos os ministros Dias Toffoli e Nunes Marques e com o pedido de vista de Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin acompanharam o decano. Já André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia acompanharam o voto de Fachin por manter a separação dos casos.
A questão de ordem buscava a reunião e tramitação conjunta das Pets 16.662 e 16.704, com redistribuição regimental da relatoria. Inicialmente, Dino votou nesse entendimento, mas pediu vista, o que levou à retirada de seu voto.
Cármen Lúcia encaminha voto para acompanhar Fachin em separação de casos em julgamento
Na questão de ordem, Cármen Lúcia votou por manter a análise separada das Pets. 16.662 e 16.704, que envolvem Alexandre de Moraes e André Mendonça, respectivamente. Com o voto da ministra, o placar pela definição está empatado em 4 a 4.
Cármen Lúcia diz estar 'envergonhada' e que sessão foi alvo de espetacularização
Após Fux votar pela análise separada dos casos em discussão, a ministra Càrmen Lúcia iniciou o voto afirmando não estar acostumada à antecipação dos votos, mas disse falar com 'profunda tristeza e consternação'.
Segundo a magistrada, o Supremo provocou um 'mal-estar cívico' entre os brasileiros e declarou estar 'envergonhada' com a situação. Cármen Lúcia ainda disse que a sessão de julgamento desta terça-feira, 15, foi alvo de 'espetacularização'.
Flávio Dino pede vista no julgamento, mas Fux e Cármen anteciparão votos
Após a discussão acalorada entre os ministros, Flávio Dino pediu vista no julgamento e criticou a condução da sessão por Edson Fachin, presidente da Corte: "Sua excelência vai assistir a isso, eu não vou". Fachin, por sua vez, afirmou estar conduzindo os debates na medida do possível.
Apesar do pedido de vista, Fachin deu fala a Luiz Fux e Cármen Lúcia para antecipação dos votos. Fux, por sua vez, apontou deu a entender que acompanhará entendimento do presidente do STF.
Gilmar Mendes interrompe aparte de André Mendonça e inicia confusão entre ministros
Após manifestação do PGR Paulo Gonet, André Mendonça pediu a palavra, mas acabou interrompido pelo decano Gilmar Mendes e grita: 'É impressionante a desfaçatez desse sujeito'. A fala deu início a uma discussão entre os magistrados, que levou à intervenção do presidente, Edson Fachin.
Flavio Dino assumiu a palavra e rebateu dizendo que precisava interromper o debate: "Tenho que interromper essa situação porque nós temos uma questão de ordem. Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda". [LEIA MAIS]
Moraes diz que Mendonça sabia de menções a ele em celular de Vorcaro; Mendonça rebate
Em aparte após voto, Moraes declarou que Mendonça já sabia sobre menções a ele no celular de Vorcaro, pois, no primeiro semestre, ordenou busca e apreensão contra um perito da Polícia Federal que teria feito um dossiê contra o magistrado.
Mendonça reagiu, alegando que o material teria sido produzido à margem da lei, enquanto, em agosto, ele determinou o aprofundamento das investigações em razão de possíveis menções aos nomes Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Paulo Gonet, procurador-Geral da República.
'Meu Deus', reage Mendonça a voto de Alexandre de Moraes em questão de ordem
O ministro André Mendonça reagiu com impaciência à proclamação do voto de Alexandre de Moraes na questão de ordem incitada no julgamento desta terça-feira, 15. "Meu Deus", disse pelo menos duas vezes Mendonça enquanto Alexandre de Moraes falava no Plenário da Corte. [LEIA MAIS]
Mendonça diverge e acompanha Fachin por separação de julgamentos
Próximo ministro a votar na questão de ordem de Gilmar Mendes, André Mendonça divergiu do decano e acompanhou o presidente da Corte, Edson Fachin, pela separação dos julgamentos das Pets 16.662 e 16.704, que apontam, respectivamente, para relação ou atuação de Moraes e Mendonça no âmbito das investigações do caso Banco Master.
Antes, ainda, Mendonça chegou a bater boca com Gilmar Mendes durante uma discussão sobre o relacionamento com advogados de investigados: "Não ponha palavras na minha boca", disse o relator do caso Master. [LEIA MAIS]
Moraes acompanha questão de ordem de Gilmar Mendes
Após ponderar que a Pet. 16.662 não contém um pedido de abertura de investigação contra si, mas sim um pedido de extinção do procedimento, o ministro Alexandre de Moraes votou por acompanhar o decano do STF, Gilmar Mendes, pela suspensão do julgamento e junção de seu caso ao de André Mendonça.
Até agora, Dino, Zanin, Moraes acompanharam Gilmar, enquanto o presidente Edson Fachin divergiu.
Ao pedir fala, Moraes afirma que não houve pedido de investigação e acusa Mendonça de atuar como investigador
Ao pedir a fala durante a sessão, o ministro Alexandre de Moraes declarou que na 16.662, centro do julgamento desta terça-feira, não há pedido de investigação por parte da Polícia Federal ou do Ministério Público Federal.
Moraes também afirmou que André Mendonça 'atuou como investigador', e que apenas o colega poderia esclarecer se determinou a apuração por iniciativa própria.
No aparte, o ministro seguiu argumentando que a Pet 16.662 contém, apenas, recomendação de arquivamento da petição, além de que o plenário não poderia opinar pela abertura de inquérito.
Dino cita 8 de janeiro e Lava Jato no STF: 'Corrupção de uns alguns gera mais comoção que de outros'
Alexandre de Moraes pede a fala e aponta divergência em procedimentos
No centro do julgamento em pauta na sessão desta terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes se manifestou após Zanin proferir seu voto e reclamou à Presidência a diferença no tratamento entre as Petições 16.662 e 16.704, que apontam, respectivamente, indícios contra Moraes e Mendonça no âmbitos das investigações do caso Master.
Para Moraes, os fatos são conexos e devem ser analisado de forma conjunta. Apesar da discussão, Moraes finalizou a fala alegando que se manifestará no momento oportuno. Ele ainda votará na questão de ordem
Dino finaliza voto, acompanha questão de ordem de Gilmar; Zanin também acompanha decano
Dino finaliza leitura de voto após 45 minutos e afirma acompanhar as considerações levantadas pela questão de ordem apresentada pelo decano do STF, Gilmar Mendes, que visa suspender o julgamente e retomar a análise na próxima quarta-feira, 23. [LEIA MAIS]
Na sequência, foi a vez do voto de Cristiano Zanin, que também acompanhou a manifestação do decano. Até agora, apenas o presidente Edson Fachin divergiu de Gilmar Mendes.
Fux interrompe Dino e afirma que não existe inquérito; Dino rebate
Em meio ao voto do ministro Flávio Dino sobre questão de ordem na sessão desta terça-feira, o ministro Luiz Fux pediu uma declaração a parte e argumentou ao colega que não existe um inquérito na apreciação do caso que envolve Alexandre de Moraes: "Não estamos aqui com um inquérito, temos uma apuração. O objetivo de hoje é deliberar.
Dino rebateu, afirmando que 'se fosse verdade, com todo respeito à afirmação de Vossa Excelência, nós vamos ter que anular tudo o que aconteceu até aqui, porque houve instrução probatória'.
Drone não identificado é abatido nos arredores do STF durante sessão
Um drone não identificado foi abatido nos arredores do STF em meio à sessão desta terça-feira. A informação foi confirmada pela assessoria da Corte: "Um drone não identificado foi mitigado pela equipe da Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal nos arredores do prédio do Supremo", comunicou. [LEIA MAIS]
Dino é o próximo a votar em questão de ordem sobre união de processos
O ministro Flávio Dino é o segundo a votar na questão de ordem levantada pelo ministro Gilmar Mendes. Dino abriu seu voto citando a negociação entre EUA e Brasil sobre tarifas e informações de que o país governado por Donald Trump planejaria novas sanções contra ministros do STF, como ele, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
Para ele, se trata de um caso de "enorme gravidade jurídica, constitucional". "É o Tribunal Supremo de um país soberano e, portanto, esse ambiente de pressão ilegítima deve constituir algo da indignação não do tribunal, mas de todos os brasileiros, por uma razão assentada nos paradigmas das relações diplomáticas entre nações soberanas, que é um princípio da reciprocidade", afirma. [LEIA MAIS]
Sessão é retomada, e Fachin vota por manter separação de casos sobre Moraes e Mendonça
Após a retomada do julgamento às 15h30, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, reiniciou os trabalhos abordando questão de ordem levantada por Gilmar Mendes, votando por manter a separação dos inquéritos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O caso que envolve Mendonça será levado a julgamento no dia 23 de setembro. [LEIA MAIS]

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