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Política

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Fachin relembra ministros passados e cita os atingidos pela Ditadura Militar em referência ao 8 de janeiro

Presidente do STF falou ainda sobre o respeito aos antecessores que ocuparam cadeiras da Corte

15 set 2026 - 10h55
(atualizado às 10h59)
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relembrou os ministros passados e citou aqueles que foram atingidos pela Ditadura Militar, além de relembrar os atos golpistas do 8 de janeiro de 2023 em Brasília. A fala aconteceu na abertura da sessão extraordinária nesta terça-feira, 15, que irá analisar o caso do ministro Alexandre de Moraes e a relação dele com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O presidente do STF também falou sobre ministros que precisaram atravessar o autoritarismo, comparando a situação ao 8 de janeiro.

Presidente do STF, Edson Fachin, no início da sessão no plenário
Presidente do STF, Edson Fachin, no início da sessão no plenário
Foto: Reprodução/YouTube/TV Justiça

"Trata-se de uma forma de remeter à história do STF e da trajetória dos antigos e atuais ministros para tentar angariar o respeito à instituição e rogar pelo equilíbrio da conduta dos ministros no dia de hoje", comenta Vera Chemin, advogada constitucionalista.

"O STF é uma instituição do Estado. A instituição, consolidada na história do Brasil, deve ser preservada. A história do STF é construída pelos seus ministros. Portanto, a história, a respeitabilidade e a solidez do STF depende da conduta dos seus ministros", diz Rodrigo Kanayama, advogado, doutor em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná.

O julgamento trata de um suposto elo entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e pela primeira vez na história da Corte, um ministro pode ocupar o rol dos investigados. A sessão plenária extraordinária começou às 10h desta terça-feira, 15, e deve seguir durante todo o dia. 

O que está em análise?

O Plenário da Corte avalia o relatório da Polícia Federal (PF), pedido por Mendonça, que apontou envios de 52 mensagens de Vorcaro para Moraes. Entre os principais destaques do documento estão solicitações do-ex banqueiro para que o ministro atuasse junto à cúpula da corporação e à Procuradoria-Geral da República, além de questionamentos sobre o avanço da Operação Compliance Zero, para interromper as investigações relacionadas a negócios fraudulentos envolvendo o banco. 

As conversas foram extraídas do celular do ex-Master e teriam ocorrido entre 4 e 17 de novembro de 2025, período que antecedeu a primeira prisão do banqueiro. Nas mensagens, Vorcaro pergunta se deveria deixar o País para evitar a prisão e faz referências a delegados e procuradores envolvidos nas apurações. Como eram enviadas em formato de visualização única, por meio de capturas de tela, a investigação teve acesso apenas ao conteúdo encaminhado pelo banqueiro, sem recuperar as respostas de Moraes.

Também estará em discussão o pedido de nulidade apresentado pela PGR, além da possibilidade de abertura ou arquivamento de uma investigação contra Moraes. No começo do mês, a Procuradoria-Geral da República se manifestou pela nulidade da apuração solicitada por Mendonça, que era relator do caso até o começo deste mês.

Quem participa da sessão?

Ao todo, vão participar da sessão o presidente da Corte, Edson Fachin, e os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, a decana Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques. Toffoli deverá se declarar impedido e Moraes não deverá participar da votação. 

Como será o rito da sessão?

Após a abertura dos trabalhos, é feita a leitura e a aprovação da ata da sessão anterior, seguida da saudação de praxe aos ministros. Na sequência, foi realizado o pregão do processo. 

Como relator do caso, Fachin fica responsável pela leitura do relatório e a delimitação do objeto de julgamento — no caso, a regularidade nos procedimentos da PF para a elaboração do documento publicizado por Mendonça e, se aprovada, a instauração de um inquérito sobre a conduta de Moraes na relação com Vorcaro. 

Depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá a possibilidade de se manifestar, assim como haverá espaço para eventuais sustentações orais. 

Após as manifestações, o relator apresentará seu voto. Em seguida, os demais ministros votam de acordo com a ordem regimental. Ao fim do julgamento, o presidente proclamará o resultado.

Fonte: Portal Terra
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