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Santa Dulce dos Pobres: Fé e caridade em destaque no dia 13 de agosto

Celebrada em 13 de agosto, Santa Dulce dos Pobres dedicou a vida à caridade e ao cuidado com os mais necessitados

13 ago 2026 - 10h01
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Resumo
Santa Dulce dos Pobres, conhecida como o Anjo Bom da Bahia, é celebrada em 13 de agosto. Religiosa, Irmã Dulce dedicou sua vida a ajudar os pobres e doentes, criando importantes obras sociais em Salvador. Canonizada em 2019, sua trajetória inspira ações de fé e caridade até hoje. 🙏✨

Em 13 de agosto, a Igreja Católica celebra Santa Dulce dos Pobres, conhecida como o Anjo Bom da Bahia.

Veja a oração da santa brasileira
Veja a oração da santa brasileira
Foto: Divulgação/Canção Nova / João Bidu

A data é uma oportunidade para recordar a história de uma mulher que transformou a fé em ações concretas de amor ao próximo.

Nascida na Bahia, Irmã Dulce dedicou grande parte da vida ao atendimento de pessoas pobres, doentes e em situação de vulnerabilidade.

Sua trajetória também é marcada pela espiritualidade franciscana, pela oração e pela confiança em Deus.

Quem foi Irmã Dulce?

Irmã Dulce nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador, na Bahia. Seu nome de batismo era Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes.

Ela era a segunda dos cinco filhos de Augusto e Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes. Perdeu a mãe quando tinha apenas seis anos.

Ainda adolescente, começou a demonstrar uma forte vocação para a caridade. Por volta dos 16 anos, passou a acolher pessoas pobres em um espaço no porão de sua própria casa.

Ali, oferecia comida, roupas, remédios e cuidados. Para conseguir os recursos, contava com a ajuda de familiares e vizinhos.

Oração de Santa Dulce dos Pobres

Para quem deseja pedir a intercessão da santa neste 13 de agosto, confira uma oração:

"Ó mãe dos pobres, cuidai do povo brasileiro e olhai com mais atenção aos excluídos, assim como fizestes em toda a tua vida. Do mesmo modo, ensina-nos a viver sem indiferença para estes pequeninos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém! "

Santa Dulce, rogai por nós!

A vida religiosa de Irmã Dulce

A espiritualidade acompanhou sua trajetória desde cedo.

Enquanto estudava em Salvador, Maria Rita ingressou na Ordem Terceira Franciscana. Depois de concluir os estudos, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.

Em 15 de agosto de 1934, fez os votos religiosos. Foi nessa ocasião que adotou o nome de Dulce, em homenagem à mãe.

A partir daí, sua missão ganhou ainda mais força.

A religiosa foi canonizada pelo Papa Francisco em 13 de outubro de 2019.

Com a canonização, passou oficialmente a ser reconhecida como Santa Dulce dos Pobres.

A história da santa continua inspirando pessoas que buscam fortalecer a fé por meio da caridade e do cuidado com o próximo.

O trabalho pelos pobres

A atuação de Irmã Dulce foi muito além da assistência religiosa.

Em 1935, ela fundou o Sindicato Operário de São Francisco. Dois anos depois, criou o Clube dos Trabalhadores da Bahia.

Em 1939, inaugurou o Colégio Santo Antônio, voltado para trabalhadores e seus filhos.

No mesmo período, começou a acolher pessoas doentes em prédios abandonados de Salvador.

Em 1949, recebeu autorização para acomodar cerca de 70 enfermos em um antigo galinheiro ao lado da congregação onde vivia.

O espaço se tornou parte importante da história das obras sociais que, mais tarde, dariam origem ao complexo conhecido como Obras Sociais Irmã Dulce.

A fé como força para servir

A espiritualidade de Irmã Dulce estava diretamente ligada à caridade.

Para ela, cuidar de quem sofria era também uma maneira de demonstrar amor a Deus.

Sua inspiração vinha especialmente da tradição franciscana e do Evangelho. A religiosa procurava enxergar dignidade em cada pessoa, independentemente de sua condição social.

Sua dedicação chamou a atenção de importantes figuras da Igreja.

Em 1979, ela conheceu Santa Teresa de Calcutá. No ano seguinte, encontrou-se com São João Paulo II, que voltou a Salvador em 1991 para visitá-la durante seus últimos meses de vida.

O hospital que se tornou símbolo de sua missão

Um dos momentos marcantes de sua trajetória ocorreu em 8 de fevereiro de 1983, com a inauguração do novo Hospital Santo Antônio.

A instituição se tornou uma das principais referências das obras iniciadas pela religiosa.

Para muitos baianos, a construção representou mais uma demonstração da determinação de Irmã Dulce em oferecer atendimento aos mais necessitados.

Os últimos anos de Irmã Dulce

Os últimos meses de sua vida foram marcados por problemas de saúde.

Seu estado piorou a partir de novembro de 1990. Mesmo debilitada, continuou sendo lembrada pela fé e pela dedicação aos pobres.

Em outubro de 1991, São João Paulo II fez questão de visitá-la durante sua passagem por Salvador.

Segundo o relato do Cardeal Lucas Moreira Neves, o Papa teria repetido diante do sofrimento da religiosa:

"Este é o sofrimento dos inocentes. Igual ao de Jesus".

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, em Salvador, aos 77 anos.

João Bidu
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