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Excesso de expressão do ego gera vazio, diz vidente

2 mar 2014
17h36
atualizado em 11/3/2014 às 14h16
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Infelizmente andamos esquecendo que o sentido da nossa vida não está apenas na individualidade extrema, mas também nas aberturas espirituais que podemos acumular ao longo da nossa trajetória cármica.

Foto: Getty Images

Nosso entorno social, gerando cansaço e sofrimento, exige que as pessoas se expressem cada vez mais: revelem-se, desnudem-se, mostrem-se ao exagero. Infelizmente uma porção de outros valores importantes, sobretudo os transcendentes, são colocados de lado.

Curiosamente o que observamos é que tanta expressão do eu, tanta presença do ego, ao contrário do que seria esperado, abre uma enorme vala comum de vazio e depressão.  Depressão que se tornou a categoria principal dos nossos problemas psíquicos contemporâneos.

A obrigação pessoal de viver sempre exuberantemente, em alto estilo, virou uma obsessão, organiza nossa conduta e domina a nossa forma de sermos nós mesmos dentro de um quadro de referências que não aceita modéstia, humildade, aceitação e tantos outros auxílios tão antigos quanto os medos humanos.  

Assim, com frequência cada vez maior, somos confrontados com as frustrações da insuficiência. A impressão é de que a corda no nosso pescoço está apertando. Esforço-me para estar motivado, mas fulano está mais. Procuro projetos interessantes, mas os de beltrano são mais. Empenho-me para progredir e evoluir, porém estou sempre defasado em relação a sicrano... e assim por diante.

É mesmo difícil se adaptar em permanência a um mundo que perdeu exatamente sua permanência. Tanta flexibilidade, como temos, pode acabar surtindo efeito reverso, paralisando. O direito de escolher cada detalhe da vida, de mudar e mudar, buscar transformações incessantes, nos coloca diante do problema dos limites reguladores da nossa ordem interior, da partilha entre o possível e o impossível.

Para agenciar tamanhos conflitos, geradores de depressão, a opção pelo caminho da espiritualidade se mostra proveitoso. A espiritualidade fixa o chão sobre nossos pés, tranquiliza e abre uma visão de sentido maior para as lutas e problemas do cotidiano.

O sagrado e o ritual são, nesse mundo fluido, uma baliza, um contexto que nos mostra que nem todas as coisas estão soltas. Quando se está perdido, é bom encontrar alguma placa, melhor encontrar uma cabana amiga, velho pouso seguro: luz acesa, acolhimento, conforto.

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold ou entrar em contato com ela, clique aqui.

Fonte: Marina Gold

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