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Estar apaixonada por uma celebridade pode ser ruim?

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Na medida em que vivemos, passamos por muitas experiências de aprendizagem, e a mais significativa delas é o amor. Podemos ter tudo o que desejamos na carreira, família ou excelente saúde, mas a vida parece vazia se não existir um relacionamento amoroso. O que mais necessitamos não é tanto ser amado, mas sim amar, pois nos faz sentir importantes. Vemos-nos iguais perante o mundo, o que nos deixa seguros.

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Sentir um grande amor por alguém da mídia reflete a idealização do que se deseja no seu parceiro, ou seja, a ideia de quem gostaria de ter ao se lado
Sentir um grande amor por alguém da mídia reflete a idealização do que se deseja no seu parceiro, ou seja, a ideia de quem gostaria de ter ao se lado
Foto: Montagem/Rede Globo / Divulgação

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Que mulher não se apaixonaria pelo Edgar de Ti-ti-ti, interpretado pelo galã Caio Castro? Ou então pelo bom moço Pedro de Insensato Coração, vivido por Eriberto Leão? Para quem gosta de um tipo mais "rústico", o Solano de Araguaia, personagem de Murilo Rosa, é o homem ideal. Sentir um grande amor por alguém da mídia reflete a idealização do que se deseja no seu parceiro, ou seja, a ideia de quem gostaria de ter ao se lado. Isso é ruim? Não, o problema reside no fanatismo. A palavra fã deriva de fanático, fanaticus (aquele que pertence a um templo) e significa culto a alguém (ou a alguma coisa), intolerância, exaltação exagerada e dedicação excessiva.

O fã é levado pela emoção e, por isso, quanto mais baixa for sua autoestima, mais valoriza seu ídolo. Acredita que sua missão é "servir" seu ídolo e dedica a ele total atenção. O que chega a ser prejudicial em alguns casos é que, além da adoração, se torna uma espécie de clone. Alguns afirmam que têm uma ligação telepática, preferem deixar a família e a escola para acompanhar a pessoa que mais ama de perto. Acham que é um escolhido e têm convicção nisso. Na maior parte do dia, seu pensamento tem apenas um foco.

Como identificar um fanático: sempre impõe suas ideias, vive discursando, não interessa o diálogo (a troca de ideias) ou que alguém coloque em dúvida a moral do seu ídolo. Ele o vê como uma projeção que nada mais é do que uma ilusão, já que foge da realidade.

Somos muito mais maduros intelectual do que emocionalmente e, em muitos casos, a pessoa carente precisa de um espelho.

Chamado de amor platônico, ideal do inconsciente coletivo, o ídolo personifica várias qualidades e poucos defeitos; este amor na medida certa faz bem, porém, devemos ter equilíbrio já que tudo o que é em excesso se torna prejudicial.

Quer saber mais sobre o trabalho de Monica Buonfiglio, ou entrar em contato com ela, clique aqui.

Fonte: Terra
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