Espiritualidade é remédio poderoso para angústias amorosas
A canção sertaneja de sucesso que bomba no rádio não diz, a vitrine do shopping também não, menos ainda a novela das oito, mas é preciso que eu ensine: o coração humano é um lugar solitário. Cantado nos mais agudos versos, dos mais sensíveis poetas, ele é uma caverna: lá, no escuro, plena intimidade, estamos no nosso "mais profundo". Cada um de nós, vivendo em seu coração, habita planeta deserto. Por isso buscamos sair, conviver, fugir da desolação. Desesperados, queremos compartilhar, encontrar a alma gêmea.
» Para amadurecer espiritualmente é preciso cultivar o coração
» Siga Vida e Estilo no Twitter
» vc repórter: mande fotos e notícias
Escrevendo hoje para quem já sofreu (todo mundo?) - derramou amarga lágrima, soluçou baixinho no quarto escuro - indico, com maturidade, que: nesse maremoto de problemas que chamamos experiência amorosa, a opção pelo espiritual representa remédio poderoso para as angústias.A espiritualidade nos mostra que a vida é bem mais do que isso que vemos e tocamos. Mostra que as feridas ardentes serão aplacadas e representarão pouco diante da imensidão das coisas. O caminho transcendente indica que tudo aquilo que agora não faz sentido encontrará sua razão e será explicado.
Por isso, consoante com a minha prática de muitos anos como consultora esotérica, quero apresentar, para todos que estão inquietos à procura do grande amor, proposta de solução. Românticos, gotejando ansiedade e inventando enredos - impossíveis, infinitos, heróicos, inesgotáveis, eternos -, devem entender que, na escala ampla das coisas da alma, algumas recordações, um punhado de fotos, a memória de uma tarde de risos e carinhos, representa muito pouco, não é mais do que poeira no plano enorme da existência.
O destino humano não se compromete, além do superficial, com essas felicidades fugazes e transitórias. Estamos aqui para amadurecermos capacidade oposta: lidar com a finitude de tudo, transitoriedade do mundo, provisoriedade das coisas. Assim, por mais difícil que seja, é preciso entender: realização do desejo não faz crescer. Crescer é enfrentar, com cabeça erguida, a frustração, a decepção. Eis a tarefa: colocar o essencial no seu lugar, e relegar o supérfluo ao segundo plano, mesmo com todas as luzes e sons, fúrias e ilusionismos. Estamos aqui para assumirmos o caráter sagrado das nossas vidas, ultrapassarmos o turbilhão que nos aprisiona e desvia, desenvolvermos a lucidez e consciência: lidar serenamente com os amores, correspondidos ou não.
Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold, ou entrar em contato com ela, clique aqui.