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Descubra porque Chico Xavier virou um mito

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Considerado o médium mais famoso do Brasil, Chico Xavier difundiu o espiritismo no país. Mas o que faz dele um mito? Ao se tornar popular existe a identificação que proporciona um estímulo, e esta imagem confere motivação e satisfação. Ela também deve ser aceita por grupos humanos e representar um significativo papel em seu comportamento. Segundo Freud, o mito continua vivo quando a transformação feita em cada ser não é algo passageiro, mas uma força persistente.

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Foto: Ique Esteves / Divulgação

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Com certeza, a última coisa que Chico gostaria era se tornar um mito. Ele nunca induziu ninguém a achar isso dele, mas sua conduta foi um grande fator de motivação que contagiou a todos, sejam espíritas ou não. Se as dúvidas podem ser sanadas com uma palavra reconfortante é possível modificar sua intensidade. E é isso que faz o mito. Foi isso que Chico fez.

O mito melhora o comportamento da sociedade, pois representa o apelo do inconsciente coletivo junto às suas necessidades espirituais e psicológicas. Isto é algo difícil de realizar, porém ele conseguiu.

Chico atribuiu a Emmanuel a maior parte da autoria dos seus livros psicografados: essa parceira duplica a idéia do mito. Seu mentor se manifestou na década de 20, porém as psicografias se iniciariam a partir de 1930. Segundo o espírita, Emmanuel já reencarnou no interior de São Paulo em 2000, e será, além de um grande médium, professor. Mas ninguém suspeita quem seja.

O maior médium brasileiro não deixa um substituto, ele próprio insubstituível. Os espíritas acreditam que ele está ajudando na assistência e orientação da doutrina em muitos centros de todo o País. Ele dizia que era como um montinho de grama e que, depois da sua morte, nasceriam em sua volta muitos outros montinhos, ou seja, todos aqueles, que tivessem a sua mesma maneira de agir, seriam continuadores do seu trabalho.

Fernando Pessoa escreveu que o mito é uma espécie de propaganda com que se pode levantar a moral de uma nação. Não existe a necessidade de criar outro mito, mas, sim, renová-lo, integrá-lo em nós. Feito isso, o sonho se derramará sem esforço em tudo que dissermos ou escrevermos, e a atmosfera estará criada, em que todos os outros, como nós, o respiremos.

Quer saber mais sobre o trabalho de Monica Buonfiglio, ou entrar em contato com ela, clique aqui.

Fonte: Especial para Terra
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