Como ser feliz? Dividir é o que soma
Para ser feliz, a maior dádiva que podemos receber, por mais paradoxal que pareça, é poder dividir. Felicidade? É fácil. Basta compartilhar as coisas. Sim. Um estilo de vida aberto para a felicidade obriga a isso: dividir, di-vi-dir.
Muita experiência em crescimento pessoal e espiritual me mostraram o caminho. A felicidade não está em coisas complexas ou caras fruídas individualmente, está na simplicidade desde que partilhada, de preferência entre amigos, parentes, pessoas queridas.
A Verdade da felicidade (essa tão procurada e tão elusiva!) se aloja precisamente numa sensação de bem-estar consonante com os que estão ao nosso redor. A alegria repartida se impõe aos egoísmos entesourados em privacidade. O melhor vinho tomado na solidão perde feio para aquelas cervejas divertidas na roda calorosa da troca humana.
Claro que, por todo lado, informações ocupam nossa atenção indicando que vivemos num mundo cool, de tendências que se renovam em velocidade estonteante, duram quase nada, passam voando. As coisas não tem tempo para se afirmarem, se estabelecerem, amadurecerem, evoluírem.
Precisamos, na exceção desses dias que atravessamos, nessa gestação do que vem se convencionando chamar de “novo normal”, desenvolver um novo modelo: mais do que acúmulo e coleção, a ordem é desfrutar em grupo – menos produto, mais experiência.
Contrapor à melancolia silenciosa da solidão a alegria dinâmica do grupo, menos ensimesmamento, mais rodas ao redor da fogueira – real ou metafórica. Um máximo de energia na vivência com amigos, um máximo de energia (também) na busca de escapes em relação às prisões ilusórias do sucesso individual, solitário.
Eis uma boa direção e caminho para ser explorado. Busca de bem estar (físico, mental, espiritual) na socialização, no desfrute de momentos com alteridade, trocando com outros a experimentação do viver – na simplicidade, num estilo menos pretensioso, reconhecendo os pequenos prazeres, as pequenas alegrias, as ocorrências que fazem bem, fazem sentir bem.
Uma ideia? Que cada um encontre suas ações preferidas. Mas, como sugestão, que tal socializar em torno da comida (nem que seja, por enquanto, on-line) sem dúvida uma bela circunstância para tecer a cooperação. Reunir pessoas queridas, num jantar de sexta feira (por exemplo), preparar juntos (atenção, isso é fundamental) uma refeição, nada de pedir comida, participar de tarefas culinárias, complementar um ao outro, somar habilidades e trabalho para o objetivo comum. Bem mais interessante do que engolir uma comida qualquer e se fechar diante da televisão, né?
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