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Cartomante indica viuvez, mas vidente discorda

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Marina Gold relata experiência sensitiva em primeira pessoa

15 ago 2017
12h00
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Ela estava ansiosa ao longo de toda nossa consulta. Eu queria detalhar, com calma, uma porção de coisas que vinham fluindo pela minha sensibilidade e empatia, mas ela, com palavra ou gesto, descartava maior importância do tema.

Nada prendia sua concentração. Nem os desdobramentos dos negócios da família, o encaminhamento dos filhos rumo às profissões, as peripécias amorosas da mais velha que indicavam desdobrar de novo núcleo familiar.

Fui levando nosso contato, chateada porque não encontrava na minha cliente, indicada por uma amiga de longa data (o que aumentava minha responsabilidade), maior interesse pelos desdobramentos e visões-além que eu, confiante, vinha recebendo e podendo compartilhar num forte momento de diálogo espiritualizado.

Um pouco tristinha, como quem quer dar de comer a um animalzinho doente que não aceita mais nada, tive um insight e interrompi. “Bem, essas questões e experiência todas que venho indicando, podem ficar para depois. Percebo sua aflição. Por que o incômodo?”

Foi o gesto que soltou o gatilho. A informação represada há quase quarenta minutos transbordou. “Trata-se do seguinte”, disse inclinando-se para minha direção, abaixando a voz, em tom de confissão, “estive há poucos dias numa cartomante, viramos o tarô e ela assegurou que ainda nesse semestre fico viúva”.

“Não”, respondi, “nesta altura da nossa consulta, se fosse o caso, eu já teria recebido indicação de tal perspectiva”. Daí em diante esse foi o assunto exclusivo. Ela queria saber se eu não estava insegura, se não errava, se não era melhor confiar nas cartas. Que difícil! E assim foi até nossa despedida, fria.

Isso se passou há cinco anos. Dia desses, numa festa, a amiga que tinha indicado o meu trabalho para nossa viúva ansiosa, apresentou-me, cuidando para que eu entendesse bem de quem se tratava, o marido.

Estava ao lado dele uma loira, um bocadinho mais jovem do que ele, bem tratada e muito vistosa. “Minha namorada. Meu amor de maturidade. A melhor coisa da minha vida nesses últimos quatro anos”, indicou carinhoso.

Cumprimentei-a olhando nos olhos, uma forte ligação entre nós, dessas inexplicáveis, sincrônica, brotou ali. Pude constatar que ele estava vivo, bem vivo, “Vivinho da Silva”. Com ótima saúde, inteligência, sucesso, e, agora, também com amor.

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold ou entrar em contato com ela, clique aqui .

Marina Gold

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