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A transmutação de Carma em Dharma

8 jun 2019
09h00
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Dharma é um termo que define o que um ser humano, depois de passar pelas provações necessárias a seu crescimento e evolução, pode fazer pela humanidade ou, pelo menos, pela pequena comunidade que pertence. Depois do sofrimento oriundo da superação do Carma, nos tornamos um novo ser humano, prontos para nos dedicarmos à ajuda dessa mesma humanidade. É como se passássemos por um novo nascimento, depois de trânsitos intensos de Saturno, mas especialmente de Plutão, onde mergulhamos com mais intensidade na dor e no contato com nosso inferno pessoal. Uma multiplicidade de causas passadas e do poder da energia que essas causas, quando despertadas geram (ler O mapa natal como símbolo de carma individual), o Dharma, ou o novo nascimento, na verdade, é uma resposta potencial à necessidade da humanidade, que surge de um relacionamento vertical que temos com seres espirituais, que fazem parte de uma hierarquia e são mais evoluídos do que nós. 

Mulher praticando a saudação de Kundalini yoga e sol
Mulher praticando a saudação de Kundalini yoga e sol
Foto: iStock

Portanto, o Dharma faz também parte de uma escolha espiritual, que parte de nós mesmos, pois podemos simplesmente, repetir padrões antigos, nos negando a adentrar nessa tarefa maior. Com a possibilidade desse relacionamento vertical e desse "Algo Maior" interagir deliberadamente conosco, podemos escolher um caminho de vida mais significativo, assim que estivermos prontos para isso.

Essa interação com o Todo Maior, ou seja qual for o nome que você dê para essa energia, nos possibilita abraçarmos nosso Dharma e dar um passo além em nosso processo evolutivo. E essa interação só é possível se nos abrirmos à fé e à presença real dessa energia. 

Ou seja, podemos transformar Carma em Dharma, se formos capazes de realizar nosso propósito e o investimento nessa Energia Maior no momento de nosso nascimento. Esse é um caminho transpessoal, que temos o direito de escolher ou não. É um caminho que exige a repolarização das energias cármicas, energias do nosso passado. Portanto, essa repolarização de energias nos obriga a parar de agir e pensar como no passado. Passamos a ser agentes, em que através de nós, esse Algo Maior é capaz de realizar um propósito determinado. 

Nos enganamos achando que o ideal de realização provém do desenvolvimento da nossa personalidade. Nos realizamos de verdade, somente quando superamos nossa individualidade e mergulhamos na execução do nosso Dharma. No entanto, na maioria das vezes, não temos consciência de que somos, na verdade, agentes de mudanças, que carregamos em nós, o germe da evolução de toda humanidade. Mesmo quando existe essa percepção consciente, de que podemos nos tornar canais para algum poder superior, a interpretação pode ser confusa.

Vamos deixar bem claro que o caminho transpessoal, ou seja, quando conseguimos abrir os canais para a realização de nosso Dharma, não nos torna indivíduos especiais ou uma espécie de gênios da raça. Se isso acontecer, só comprova que a tal personalidade que se acha um ser especial enviado de Deus, é movida pela pequenez de seu ego.

Esse caminho é aberto para todos os indivíduos que sentirem, se aperceberem ou experienciarem um contato maior com o todo, com a energia sagrada que habita cada um de nós. 

Em termos astrológicos, todo esse processo é visto e condensado no mapa natal, que pode ser interpretado num sentido psíquico ou espiritual, tudo vai depender da compreensão do próprio indivíduo que busca essa interpretação e da capacidade do astrólogo de transcender o plano da personalidade.

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Fonte: Eunice Ferrari
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