Stellantis apostou em veículos totalmente elétricos para 2030, mas tem €$ 22 bilhões em jogo e duas novas fábricas canceladas
Empresa confirmou impacto de 22 bilhões de euros, entre despesas já contabilizadas e vendas que não serão cobertas Novo ajuste na demanda forçará cancelamento de projetos para abertura de novas fábricas na Alemanha e na Itália
Há pouco mais de cinco anos, uma estrela nasceu. A FCA e a PSA anunciaram sua fusão sob o nome Stellantis, um conglomerado gigantesco. Nesses cinco anos, a Stellantis nunca conseguiu se posicionar como uma alternativa à Volkswagen ou à Toyota em termos de volume de vendas, mas sua estrutura é enorme, com 14 marcas em seu portfólio.
Os primeiros passos foram encorajadores. A empresa registrou anos recordes, com margens de lucro invejáveis para o setor e um plano estratégico que abraçava o carro elétrico. Uma decisão que, mesmo antes da fusão dos dois grupos automotivos, parecia ser o caminho certo.
Carlos Tavares liderou uma reconversão baseada na reutilização de plataformas para suas marcas generalistas e na eletrificação profunda. Tanto que apontaram uma data: em 2030, venderiam apenas carros elétricos na Europa e metade das vendas nos Estados Unidos também seriam de carros elétricos. A estratégia estava alinhada aos planos da União Europeia.
Mas as montadoras não ofereceram produtos que atendessem às expectativas do cliente em termos de preço e/ou autonomia. Os reguladores europeus, após muita pressão das montadoras (das quais Tavares se distanciou em diversas ocasiões), acabaram por flexibilizar um pouco as regras. A proibição da venda de veículos com motores de combustão interna em 2035 permanece em vigor, salvo exceções muito rigorosas. É claro que o caminho percorrido até lá foi um pouco mais flexível.
Tudo isso teve consequências diretas para uma empresa que se ...
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