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Dono de supermercado é preso em operação que apreendeu 10 toneladas de alimentos impróprios para consumo no Litoral Norte

Segundo a operação, este é o maior volume já recolhido pela equipe no litoral gaúcho

13 fev 2026 - 09h23
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A força-tarefa do Programa Segurança dos Alimentos apreendeu mais de dez toneladas de alimentos impróprios para consumo durante fiscalizações em mercados, padarias e restaurantes de Imbé, no Litoral Norte, entre quarta e quinta-feira (12). Cinco estabelecimentos foram interditados.

Foto: MPRS/Divulgação / Porto Alegre 24 horas

A maior apreensão ocorreu em um supermercado, onde fiscais retiraram cerca de 8,8 toneladas de carnes e pescados armazenados em seis contêineres. Segundo a operação, é o maior volume já recolhido pela equipe no litoral gaúcho. O responsável pelo local foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia, devendo responder por crime contra as relações de consumo. O supermercado não teve seu nome divulgado, mas trata-se de uma rede com 12 filiais na região

Nos depósitos e áreas internas, foram encontrados produtos de origem animal em condições consideradas inadequadas: itens vencidos, sem procedência, com embalagens violadas ou mantidos fora da temperatura recomendada. As equipes também registraram problemas estruturais, equipamentos em mau estado e contêineres instalados em ambiente insalubre. Na câmara fria do açougue, fiscais identificaram carnes rotuladas como "processamento" com datas revalidadas, o que agravou as irregularidades.

Nos demais estabelecimentos vistoriados, mais de uma tonelada de produtos foi apreendida. As infrações incluíam falhas de higiene, ausência de procedência e armazenamento irregular. Parte das carnes recolhidas — cerca de meia tonelada — foi avaliada por veterinários e liberada para alimentação animal, sendo destinada ao zoológico de Sapucaia do Sul.

De acordo com os agentes, as condições encontradas em Imbé chamaram atenção em comparação com outras cidades do litoral recentemente fiscalizadas. O volume de irregularidades levou a equipe a cancelar ações previstas em outros municípios para concentrar esforços na operação local.

Todos os estabelecimentos foram autuados. Os responsáveis pelos locais interditados deverão firmar termos de ajustamento de conduta com o Ministério Público do Rio Grande do Sul. A força-tarefa também vai solicitar à vigilância sanitária municipal o histórico de autos de infração do último ano para aprofundar a apuração.

Participaram da operação promotores do Ministério Público, servidores do GAECO, equipes da vigilância sanitária, da Secretaria Estadual da Saúde, da Secretaria da Agricultura, da Patrulha Ambiental da Brigada Militar e da Delegacia do Consumidor. O Corpo de Bombeiros atuou em parte das inspeções devido a riscos estruturais identificados.

Porto Alegre 24 horas
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