Repórter demitida da Globo após 25 anos recebe apoio de ex-colegas de emissora
Graciela Andrade retomou a vida social depois de alguns dias de recolhimento
O desligamento de Graciela Andrade da Globo Minas gerou uma onda de solidariedade à repórter. Recebeu centenas de mensagens em redes sociais.
Entre elas, a de outros jornalistas que trabalharam no mesmo canal.
“Amiga, você vai brilhar em qualquer tela de TV. É uma grande repórter e uma pessoa muito querida”, desejou Isabela Scalabrini, aposentada do vídeo desde 2023.
Vandrey Pereira, hoje correspondente da Record nos Estados Unidos, também se manifestou.
“Aprendi que não somos a empresa onde trabalhamos. Você é muito maior do que imagina e sempre é tempo de se reinventar e voar mais alto.”
Numa postagem feita no calor da demissão, no início de julho, Graciela se disse “bem triste”. Dias depois, escreveu que está “organizando” os sentimentos.
Na quarta-feira (9), ela retomou a vida social. Foi a um show num clube de jazz em Belo Horizonte.
O peso do salário
Agora recorrentes nas redes de TV, as dispensas de jornalistas experientes como Graciela Andrade têm quase sempre o mesmo motivo: redução de despesas.
O tempo de casa faz os veteranos terem salário mais alto. Quando a conta não fecha, acabam sacrificados em nome da economia.
Compreende-se que as empresas de comunicação não estão imunes às crises.
Mas, quando abrem mão de jornalistas competentes e com imagem tão vinculada à emissora, corre-se o risco de enfraquecer a credibilidade construída pela relação entre o público e esses profissionais.
Em tempos de intensa disputa por audiência e atenção, rostos conhecidos representam muito mais do que um custo na folha de pagamento.
São parte da identidade da marca e do vínculo emocional que mantém o telespectador fiel ao canal.
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